Daí, quando você menos espera… BAN! – Por Bruno “Fuzzy” Lopez

Leitores malditos, cadê meu bordão? Eu NUNCA sei como começar…

Não, meus queridos fãs, eu não me esqueci de vocês! Como meu querido PiJaMar já contou pra vocês, eu estou todo atoladinho com meu TCC. Por sorte, meu orientador me deu umas férias para estudar um pouco na semana de provas, então dá pra falar um pouco sobre a B&R List dessa terça-feira (Eu vou colar, óbvio!). Eu já falei sobre isso no meu artigo de estréia aqui pro blog da Let’s sobre o meu querido Survival e eu me lembro de me divertir um bocado. Por que agora seria diferente, já que todos esses banimentos são tão polêmicos?

Dessa vez, a Wizards parece que enfiou o pé na Jaca. DOZE cartas banidas, e mais uma carta não mais restrita. A menos que minha memória esteja errada, essa é a maior banlist desde Saga de Urza. Tuuuudo bem, hora de arregaçar as mangas e entreter vocês um pouco…

(E se demorar muito pro artigo ir no ar, culpem essas milhões de séries saindo JUSTO ESSA SEMANA)

Modern:

Blazing Shoal is Banned.

Existem outras listas e/ou cores do arquétipo de Shoal Infect, como a lista Mono Black splash Glistener Elf que o Martin Juza jogou no Pro Tour Belcher Philadelphia, mas a lista mais bem-sucedida (E, pra mim, melhor) foi utilizada no Top4 pelo Sam Black. Quem assistiu o coverage viu que ele apenas não ganhou o match final porque, depois de rodar o deck inteiro com Ponders, Preordains e Peer Throught Depths, ele não achou uma cópia sequer do famigerado Shoal. Eu não conferi as contas (Gasparoni?), mas me disseram que as chances dele não achar qualquer cópia do Shoal ou de um Muddle the Mixture eram ainda maiores do que a do OMG IT’S LIGHTNING HELIX, alguma coisa em torno de 97,5% ou número que o valha.

LIKE A BOSS

O fato é que Blazing Shoal é uma das cartas responsáveis pelo grande número de jogos ganhos nos turnos 2 e 3 desse formato — e isso não parece muito saudável em um formato sem Force of Will. No meio do combate, se o seu oponente atacasse com qualquer criatura dele, você teria de responder ao ataque IMEDIATAMENTE, se não você poderia não sobreviver. Isso, é claro, caso o seu oponente não tivesse o Shoal azul ou Spell Pierces. Os cards com Transmute (Muddle the Mixture e Tolaria West) procuravam tanto as peças do combo (Inclusive um Progenitus!) quanto a proteção necessária para ganhar o jogo. O deck por si era muito sólido, especialmente porque o design do formato era pra ser muito mais lento do que isso.

E TUDO ISSO POR ZERO MANAS? Realmente, assustador.

Apesar de não vencer o torneio, na minha humilde opinião foi o deck mais importante do Pro Tour. Ban justo.

Cloudpost is banned.

Há muuuuito tempo atrás, num passado sombrio dominado por pinças e criaturas arconexas, tivemos o primeiro terreno do tipo Local. A sua interação com Vesuvas foi descoberta na época que o Extended era parecido com o Modern, e comparações com a família Urzatron (Torre, Mina e Usina) aconteciam a torto e direito. Desde então, sempre existiu uma certa expectativa por mais terrenos desse tipo. Entra Glimmerpost.

Talvez apenas 8 locais não fossem o suficiente, mas a ideia aparentemente só vingou após contarmos com a nova adição de Scars. Desde a primeira leva de banimentos após o anúncio do formato, Twelve-Post foi considerado o deck to beat — além de ser o deck mais jogado no Pro Tour, era preciso ter um sideboard sólido contra esse deck. As opções eram várias — Blood Moons, Bribery, algumas Tectonic Edges, Plow Unders, Flashfreezes e Thoughts of Ruin são alguns exemplos (Até Spreading Seas teve gente usando!).

Apesar de ser um bom deck, não preciso dizer que o fracasso era iminente frente à onda de combos rápidos e resistentes que o formato viria a acrescentar. Logo, é um tanto lógico que, após os banimentos, o deck voltaria a se estabelecer no topo.

Eu ouvi de alguns jogadores que o fato do deck gerar mana muito rápido impossibilitava a criação de um deck control forte o suficiente. Bom, Urzatron sempre existiu, e outros decks com ilhas também já existiram em suas diversas formas. Logo, será que o problema era mesmo Cloudposts?

Talvez a atitude da Wizards tenha sido mais acertada, mesmo. Eles têm um departamento inteiro só pra lidar com banimentos, enquanto eu só tenho uma opinião. Mas eu gostaria de deixar claro que discordo, e acho que o verdadeiro problema dos decks de Cloudpost são os Emrakuls.

Emrakul é uma threat muito grande e com uma das habilidades mais deturpadas dos últimos tempos, na forma de Annihilator 6. É também muito difícil de lidar com o Eldrazi utilizando métodos tradicionais, pois ele tem uma proteção escandalosamente boa. Ele não ser anulável definitivamente é o que deixa os controls em cheque. Ele é TÃO BOM que você pode tirar qualquer habilidade dele e ele continua sendo assustador.

Me parece um tanto lógico que um deck que adicione tanta mana tenha como incentivo uma criatura tão F*** com “haste virtual” e que deixa seu oponente quase sem esperanças de voltar pro jogo. O fato é que, com o formato se tornando mais lento (em teoria), talvez algumas estratégias também possam abusar de Emrakul — no Modern mesmo, havia decks dedicados de Through the Breach e Goryo’s Vengeance, assim como, não faz tanto tempo, nós vimos no Extended um GW Trap com a própria Summoning Trap e as lands de Hideway verde e branca. Existe a possibilidade de Elfball jogar assim como no final do T2 de Lorwyn, com mais alguns brinquedinhos (Com exceção de Green Sun’s Zenith, claro!) e ter uma kill condition melhor do que looping de Primal Command.

Eu gosto de pensar que, se banissem o Emrakul, o arquétipo ainda existiria de uma maneira muito mais justa. Gostaria muito de recriminar a WotC por isso mas, dessa vez, vou confiar que eles sabem o que estão fazendo. Mas se um dia eles banirem o nosso Alien favorito, eu ficaria muito feliz de ter o 12-Post de volta.

Green Sun’s Zenith is Banned.

Nos idos de 2007, sempre houve uma discussão de que Tarmogoyf era uma criatura muito, muito errada. O pessoal falava em banimentos, em boicote, no raio que o parta, mas as pessoas pareciam concordar que TALVEZ o ideal seria aumentar o custo do bichão em 1. Green Sun’s Zenith, até então, tinha uma idéia muito boa de design. Na minha cabeça, esse foi o prêmio de consolação da Wizards pelo banimento do Survival e, ainda na minha cabeça, era tão errado quanto.

Agora todos os decks podiam jogar com 8 Goyfs, 4 justos e 4 injustos. Ou então, os seus Knight of Reliquary 5-8 (Talvez a criatura mais recente a tirar a supremacia do nosso amigo linguarudo). Aquele encantamento tá incomodando? GSZ podia virar um Qasali Pridemage. Combo? Chame o Mr. Teeg. Quer aquela carta do seu grave? Eternal Witness. Zicou verde e quer juntar mais Postos das Nuvens? Primeval Titan. Permanentes incomodando? Terastodon.

Mr. Teeg — “I pity the fool who tries to combo!”

A carta já seria bem forte só por isso. Mas sabe qual é a parte mais errada? É que se você quisesse mais manas, GSZ era IGUALZINHO um Llanowar Elves graças à Dryad Arbor.

Temos então uma carta que te oferece redundância, silver bullets e acelerações. A única carta que eu me lembro que oferecia tudo isso, historicamente, foi Vampiric Tutor no Mono Black Napster em 2000 e lá vai guaraná de rolha. E Vampiric colocava no topo, por 2 de vida e não voltava pro deck…

Muita gente não entendeu esse banimento, mas o argumento é o mesmo de Survival — a longo prazo, qualquer criatura verde diferenciada seria considerada um problema. Por mais que fosse a carta mais fraca na banlist do Modern, seria sem dúvida a carta mais influente do metagame após a onda de banimentos. Eu concordei palavra por palavra.

Ponder/Preordain is banned.

Long story short — é Brainstorm e Ponder restritos no Vintage, mais uma vez.

Nas discussões de Ponder VS. Preordain, eu sempre defendi — Ponder é melhor quando você procura por uma carta específica, e Preordain é melhor quando todas as cartas do seu deck são nboas. Se fosse pra banir uma isoladamente, Preordain seria a melhor indicada por ser obviamente a mais forte, mesmo sendo uma forte aquisição para os decks control.

O problema é que Ponder é melhor em decks combo e pior em control. Banindo Preordain, o ambiente acabaria se voltando pra combo, e é EXATAMENTE isso que a Wizards não parece querer. Logo o ideal seria banir ambos de uma vez.

Eu particularmente não sei o quanto essa medida foi eficaz. Apesar das duas melhores cantrips terem ido embora, o formato ainda possui diversas formas de procurar combo pieces — Sleight of Hand, Telling Time e Serum Visions estão aí e, se alguém ainda quiser MESMO buscar as peças do seu combo favorito de duas cartas (Que não seja Blazing Shoal, claro) ainda pode tentar.

Rite of Flame is banned.

Quando eu vi o spoiler de Past in Flames, eu sabia que alguma coisa desse deck seria banida. Relançar Yawgmoth’s Will para o Modern, na nova cor dos rituais, e que ainda seria à prova de idiotas Counters e Descartes? Podemos dizer adeus a esse arquétipo, certo?

Definitivamente, alguma medida foi tomada, mas parece que a Wizards escolheu a carta que MENOS interage com Recapitular.

Rite of Flame é o melhor ritual. Ponto. Se o arquétipo continuar a existir (com as cartas que repõem Ponder e Preordain, alguns exemplos citados ali atrás), o deck vai contar com a melhor engine para combos desde Ad Nauseam.

Dica — Pyretic Ritual, apesar de muito pior que Rite of Flame, parece ser o substituto perfeito.

A Wizards é maluca. Acho que passou do tempo deles olharem para cartas com Storm e ficarem com pena. É a mecânica mais degenerada do jogo inteiro! Eu baniria Empty the Warrens, Grapeshot e talvez até Dragonstorm desse jogo o quanto antes! (And I’m still looking at you, Tendrils of Agony).

Extended:

Jace, the Mind Sculptor is banned.
Mental Misstep is banned.
Ponder is banned.
Preordain is banned.
Stoneforge Mystic is banned.

Eu não pretendo entrar em detalhes quanto a isso. Eu, você, seus amigos e sua avó sabem que a Wizards não vai dar muito suporte ao Extended, com a nova menina dos olhos deles sendo o Modern — e essa menina, a galera acha bem mais gostosa.

O resumo da ópera é — banindo Jace e Stoneforge, a Wizards não quer que você jogue de Caw-Blade (o bom, claro!). Banindo Ponder e Preordain, você também não pode jogar de Twin. Mental Misstep, eu não sei porque cargas d’água foi banida daí, já que no T2 atual ela é considerada uma carta honesta, mas ok, ela está proibida também.

Espero que todo mundo se divirta jogando de Jund, Mythic, Caw-Blade, Mono Red, Tempered Steel, Naya Shaman e Birthing Pod.

Bom formato!

Vintage:

Fact or Fiction is no longer restricted.

Spoiler:
Você vai pular essa parte porque você está morrendo de curiosidade pra saber o que eu acho de Mental Misstep no Legacy. Assuma, vai!

Eu parei de acompanhar o Vintage mais ou menos em 2004/2005, quando finalmente separaram a banlist do Legacy e inventaram um formato em que tudo é liberado e que não me faria trocar minha casa por cartinhas.

Mas, se minha memória anda boa, eu me lembro de um deck chamado BBS e, se ela não me trai, era a sigla de Blue Bull Shit. Era um MUC Control, com todas as counters imagináveis, Mana Drain pra turbinar os Fact or Fictions, Back to Basics, Ophidians e Morphling, na época em que ele ainda era o Superman.

Eu gostaria de ver esse deck voltando a jogar. Com exceção dos Mana Drains, o deck hoje em dia seria bem barato (quer dizer, com relação a média de um deck Vintage, claro). A qualidade dos Ophidians também melhorou muito, com Neurok Commando e Scroll Thief, e também temos kill conditions bem sensuais, como Vendilion Clique e Meloku/Teferi.

Acredito que seja uma liberação que tende a acrescentar mais ao formato, que está com todas as cartas restritas no lugar certo (Talvez com exceção da Thirst for Knowledge, que parece ser pior que Fact or Fiction), assim como espero que isso atrapalhe um pouco a vida da tríade Dark Ritual / Workshop / Time Vault. E, o mais importante, vai dar pra escrever EOTFOFYL nos reports de todos os torneios Vintage que a gente for jogar! \o/

Uma pena que ninguém joga esse formato horrendo, né?

(Aposto que se você leu tudo isso, foi só porque tinha uma foto muito radical do “Superman”)

Legacy:

Mental Misstep is banned

Bom formato.

Às vezes, uma imagem fala mais do que mil palavras. Mas eu sou pago pra escrever, não pra ficar tirando fotos, então é claro que vai ter uma historinha aqui.

Era uma vez, um encantamento verde. Ele foi banido. Pudemos então apreciar o formato como ele realmente deveria ter sido após o GP Columbus se o Caleb Durward não existisse (Ok, ignorando o fato de que tinha um UR Sneak Attack lá, mas eu já falei sobre isso antes). Daí lançaram New Phyrexia. FIM.

Acredite, quando falo isso não é por ser conservador ou preconceituoso com as mudanças do formato. Com mais uma carta de zero manas que anula cartas, tornava-se muito mais fácil segurar o jogo nos primeiros turnos pra resolver e/ou proteger uma spell que garante o jogo para você — e, quando tratamos de um formato com as melhores cartas do jogo liberadas, é normal que a maioria de suas cartas faça muito por pouco (digamos, um mana); então, a curva de mana da maioria dos decks é baixa.

Eu não sei se já disse isso aqui antes, mas (historicamente) toda vez que a Wizards lança alguma carta que te permite trocar pontos de vida por qualquer coisa, ela acaba sendo boa ou acaba sendo banida. Conta aí — Channel, Fastbond, Necropotence, Yawgmoth’s Bargain, Dark Confidant… Até Sign in Blood é bem decente. A diferença é que, dessa vez, a carta interage com o oponente, o que o leva a oprimir o design da maioria dos decks do formato.

Tudo bem, tudo bem, Force of Will (que também tem uma cláusula de perder vida, por sinal) também podia ser usada pra anular o 1st turn drop, e é aí que a gente chega no meu ponto. Force of Wil troca uma carta e a pior carta azul da sua mão (E UM PONTO DE VIDA) pela melhor spell que o seu oponente pode fazer — a seu critério. O efeito é muito bom, claro, mas ainda é card disadvantage. Mental Misstep oferece essa mesma troca um-por-um, e enquanto jogadores ruins errarem aonde e quando dar uma FoW, Mental Misstep faz a mesma coisa, idiot proof.

Mental Misstep foi vendida no começo como uma carta que todo mundo poderia usar. E, por mais que vira e mexe a gente encontre um Junk ou Goblins usando Mental Misstep, a coisa começou a ir pro vinagre mesmo quando o formato percebeu que pagar manas pelo card também era muito bom, e as gamebreak spells que o formato oferecia seriam ainda melhores quando aliadas à nossa carta favorita de Alliances.

Desde o lançamento de New Phyrexia, o domínio do azul tornou-se ainda mais evidente do que antes. Quero dizer, todo mundo já sabia que Brainstorm é a melhor carta do Legacy (e uma das melhores do Magic inteiro, sem dúvida), e que Force of Will era a carta mais relevante do formato, mas Mental Misstep colocou tudo isso em maior evidência. Todas as estratégias ditas como Tier 1 utilizavam um core de cartas semelhantes:

4 Brainstorm

4 Force of Will

4 Mental Misstep

4 Spot Removals (Raios ou Espadas)

4 Spells fodalhões (Stoneforge Mystic, Natural Order, Show and Tell ou Jaces).

O resto era história. As outras cartas ou auxiliavam o plano de resolver um único card que desbalanceasse o jogo, ou o protegem / interferem no plano do oponente, ou são cartas que dão resistência ao arquétipo como um plano B.

Nunca, na história do formato, o lançamento de um card mudou tanto a sua estrutura (Tirando Flash, que eu nem deveria ser lembrado), e eu acredito que essa mudança foi pra pior. Ou você jogava contra Misstep, reduzindo de maneira considerável o número de cartas de custo 1, ou usava tantas que anular uma delas não teria o impacto necessário para a carta ser boa; ou jogava com Mental Misstep, pra anular a Misstep do oponente (do mesmo jeito que Goyf era utlizado pra segurar Goyfs, ou Jaces para ganhar de Jaces –- inclusive as versões menos boas do mesmo).

Definitivamente, imprimir essa carta foi um grande lapso mental (hehehe) da Wizards, e hoje eu estou feliz de poder jogar Legacy novamente. Obrigado por desbanirem 1462 cards.

(E eu teria vergonha de ter pulado minha explicação muito sensual sobre Fact or Fiction.)

Natural Order SHOULD BE banned.

Essa é a parte em que eu ignoro o que a Wizards faz e causo um pouco de polêmica. Senta que lá vem história:

Era uma vez o Pro Tour New Orleans. As pessoas descobriram que Tinker era mais do que um Memory Jar de 3 manas. Tinker (entre outras cartas meia boca) foi banido. FIM.

Eu não tenho coragem de declarar que Tinker é uma carta justa. Não é, e se esse jogo ainda quiser ser considerado sério, Remendar nunca mais verá a luz do dia. Mas o fato é — se pudéssemos jogar com ele, NENHUM, eu repito, NENHUM artefato atualmente impresso seria melhor do que um Progenitus.

Pelo seu design, inclusive, Natural Order é mais fácil de ser jogada — você naturalmente (sem trocadilhos) pode usar cartas que servem tanto de combustível como aceleração para ela (basicamente Noble Hierarch, mas tá valendo), pode usar criaturas pra suportar o plano (Goyfs, Relicários, Pridemages e até umas coisas mais horrendas como Trygon Predator e Rhox War Monk) ou você pode ter um aqui-você-pode-jogar Green Sun’s Zenith pra qualquer um desses… Ou, então, você pode simplesmente não usar Scalding Tarn e Flooded Strand no seu RUG/Bant e usar qualquer uma das 4 fetchlands que buscam verde pra buscar a sua Dryad Arbor.

Eu gostaria também que Show and Tell fosse banido (Emrakul é melhor que qualquer artefato também), mas talvez pelo fato de você precisar das cartas específicas na mão, Natural Order seja um alvo melhor. E também porque, agora com Spell Pierces voltando aos decks azuis no lugar de Misstep, Hive Mind volte a ser contornável. Mas, por hora, quero Natural Order beeeeeem longe de mim.

Standard:

No changes, but Dismember SHOULD BE banned.

Sabe aquela cena do primeiro American Pie em que o Jim… Hmm… COME a torta? Pois bem, sempre que eu penso em Dismember (E, por conseqüência, Mental Misstep) eu fico pensando que foi exatamente isso que New Phyrexia Yawgmoth a Wizards fez com a Color PIE.

The pie is a lie.

Assim como Mental Misstep, Dismember faz com que todos os decks tenham acesso a spot removals. E, ainda por cima, a melhor removal. Bom, mas no Modern e no Legacy todos os decks também podem ter acesso à melhor removal (Path to Exile e Swords to Plowshares) devido às suas manabases, aonde isso influencia o formato?

Nos tempos do Caw-Blade pré-New Phyrexia, existia o que os gringos chamavam de Jace Test — se a sua criatura, na mesma curva do Jace, não tem Haste ou uma habilidade relevante quando entrasse em jogo no campo de batalha, ela era completamente unplayable – Hero of Bladehold, Abyssal Persecutor, Phyrexian Obliterator e amigos me vem à mente no momento, mas a lista deve ir pro infinito!

Eu ouvi o Brian Kibler falando, “Dismember transformou o Standard em Goblin Guide e Titãs”.  É o Jace Test, tudo de novo — se a sua criatura não tiver resistência 6, uma habilidade relevante ou estar num deck vermelho (que quer ver você chorando sangue, e ficaria feliz em te ver perdendo 4 de vida), ela é ruim para o formato — limitando, assim, as possibilidades de deckbuilding. E, no fundo, sinto que ela só não foi banida porque dava a todos os decks a ilusão possibilidade de ganhar de Exarch Twin, que, cá entre nós, foi uma péssima idéia –- lançar um combo de duas cartas melhor que o Trix no Standard? Que maluquice!

Ela não foi banida (por enquanto?), e eu acredito que vai ser a carta mais jogada do Standard. Se eu fosse você, compraria o máximo possível o quanto antes. Eu já estou estocando as minhas.


Decks que você não deveria jogar (Mas vai jogar mesmo assim) Parte 2 – Por Bruno “Fuzzy” Lopez

Decks que você não deveria jogar (Mas vai jogar mesmo assim) Parte 2 – Por Bruno “Fuzzy” Lopez

E olha eu aqui pra falar mal daquilo que você gosta! (Ainda sem bordão, infelizmente)

Essa é a parte 2 do último artigo, então não vou enrolar muito pra começar o que vocês querem ler. Tudo que vou fazer é agradecer o feedback, as reclamações, as discussões no MSN tentando me provar que eu estou errado (Muitas das quais eu me diverti muito!) e os palavrões dirigidos à minha pessoa e à minha mamãe. Ela não deve ter curtido muito, mas eu achei engraçado…

Sem mais seda pra ser rasgada…

White Stax

4 Magus of the Tabernacle

2 Baneslayer Angel

4 Armageddon

4 Chalice of the Void

4 Trinisphere

4 Ghostly Prison

4 Smokestack

3 Crucible of Worlds

2 Oblivion Ring

7 Plains

4 City of Traitors

4 Ancient Tomb

4 Wasteland

3 Flagstones of Trokair

2 Horizon Canopy

1 The Tabernacle at Pendrell Vale

Nos comentários do último artigo muitas pessoas me pediram pra falar mal do Enchantress. Na verdade, eu até acho Enchantress um bom deck. O grande problema do deck são os JOGADORES, que seja lá por qual motivo, jogam MUITO devagar. O que as pessoas não percebem é que, assim que sua board position “ignora” tudo que seu oponente pode fazer, o deck joga quase como um Spiral Tide – Joga as cartas, compra um monte de cartas, faz a kill condition e ganha. Seu oponente joga umas cartas também, mas ambos sabem que não muda muita coisa, então é só jogar em modo F6. O deck tem uma das draw engines mais indecentes do formato, e tirando a falta de uma kill eficiente (Words of War? Sério?) e os jogadores com o cotovelo fino, é um deck que eu até jogaria, mas não sei se recomendo pra galera.

Do outro lado da moeda, nosso amigo White Stax faz quase a mesma coisa que o Enchantress. Ele trava o jogo a ponto de que tudo que o oponente tenha se torna irrelevante, mas ao invés de deixar as cartas resolverem e o deck continuar não sendo relevante, ele se utiliza de cartas como Armageddon, Chalice of the Void e Trinisphere para não deixar que o oponente faça NADA. Às vezes você ganha umas free wins com Crucible e Wasteland, mas vou explicar que o custo pra isso parece ser realmente muito alto…

O principal problema do deck, na minha opinião, são as 10 planícies.  O deck precisa da mão inicial e algo em torno de 2 ou 3 draw steps pra achar todas as cartas necessárias pra “parar de jogar” o jogo, pra depois comprar mais cartas que “param ainda mais o jogo” e por fim ou comprar a kill condition (Normalmente ou Baneslayer Angel ou Elspeth, apesar de algumas listas terem um splash verde pra Knight of the Reliquary) ou esperar de bom grado que o seu oponente fique de saco cheio e resolva conceder. E sabe qual é a última carta que você quer comprar com seu deck que não tem draws, cantrips ou qualquer forma de card selection? Isso mesmo, lands básicas que não fazem nada.

Ainda na parte dos terrenos, algo que me incomoda bastante ainda é o uso de 8 “Tumbas” para o deck “ser bom”. Você abre mão de todos os drops 1 e 2 (Exceto Chalice of the Void pra 1) pra jogar seus drops 3 mais rápido. Na minha cabeça, isso não faz muito sentido: Além de sua mão inicial ser extremamente dependente dessas lands, você abre um compromisso de apenas jogar um spell por turno, o que faz todas os counters ou disenchants effects verdadeiros Time Walks.

Sobre os spells, temos dois problemas: O primeiro, é que o deck não tem draw ou card selection nenhuma, mas eu já deixei claro antes. Logo, o deck não apenas tem que comprar e resolver seus spells na ordem certa, como tem que comprar e resolver seus spells contra OS DECKS certos. De nada adianta você comprar um Magus e uma Ghostly Prision contra TES ou Spiral Tide, assim como você fica só chupando o dedo contra Junk e esses Landstills da moda quando você tem um monte de Trinispheres e Chalices.

(Vai vir um cara me falando que eu sou uma mula e me falar que existe mulligan. Eu sei disso. Mas eu também sei que o deck mulliga mal, porque, como eu já falei e vou bater na mesma tecla, o deck não tem draw. DAMMIT!)

O outro problema que eu vejo é a qualidade desses spells. Quando o ambiente era composto basicamente de Canadian Tresh e Goblins, sem dúvida o deck era muito bom. O ambiente hoje está muito diferente – As manabases estão muito melhores (O que invalida os Crucibles), os custos dos spells estão mais altos, em parte pelo ambiente ligeiramente mais lento e pela presença de Mental Misstep (O que piora Chalices), a presença forte de decks que abusam de Aether Vial (O que piora as 3spheres e Armagedons).

Por fim, Smokestack é uma m3rd4. Sem tamanho. Se eu tivesse que resumir o meu desprezo por esse deck em apenas uma frase, seria NUNCA JOGUEM COM SMOKESTACK! Você paga 4 manas nela, e ela não faz nada. Você passa pro seu oponente, e ela também não faz nada. Seu oponente devolve o turno, e ela não faz nada. Tudo isso pra no inicio do turno dele, ele sacrificar a PIOR PERMANENTE DELE! Olhando só desse jeito a carta já parece um horror (A pior Misguided Rage do mundo!), mas peraí, quando chegar o seu turno você também vai sacrificar a sua pior permanente! Que saco!

Como um breve adendo, o deck parece ser bom porque as pessoas tentam lidar com tudo que o deck faz. Não há necessidade disso, é só se livrar das cartas relevantes. Parece meio óbvio isso, mas eu já vi jogadores de Merfolk anulando Armagedons com 3 bichos na mesa e já vi alguns Qasalis destruindo 3spheres ao invés de guardar pras Prisions.

Você jogaria com um deck que depende exclusivamente da mão inicial? Eu não. Em especial porque mesmo se a mão for boa, existe uma boa chance do jogo empatar mesmo antes de você achar a sua kill condition. E eu já falei que o deck não tem draw?

Sneak Show

4 Sneak Attack

4 Show and Tell

4 Emrakul, the Aeon’s Torn

4 Progenitus

4 Force of Will

3 Daze

3 Mental Misstep

3 Spell Pierce

4 Ponder

4 Brainstorm

2 Intuition

3 Lotus Petal

3 Island

1 Mountain

3 Misty Rainforest

4 Scalding Tarn

4 Ancient Tomb

3 Volcanic Island

 “MAAAAS FUZZY! O TUTUZIN GANHOU O NACIONAL LEGACY DO ANO PASSADO DISSO! NÃO FALA BESTEIRA!”. Calma, muita calma nessa hora.

Eu respeito muito Show and Tell. Muito mesmo, a ponto de dizer que o melhor drop 3 do formato é Emrakul. Show and Tell é um Flash com Enjoo de Invocação, porque normalmente não existe muita vida depois do Flying Spaghetti Monster visitar a sua casa.

O problema é que a quantidade máxima de Show and Tells que o arquétipo pode usar é 4 – Óbvio, mas ainda assim muito pouco. Logo, essas estratégias têm que usar alguma coisa que complemente a idéia de “Trapacear e colocar bichões em jogo”. Algumas listas usam Natural Order como “Plano B” (Afinal, Progenitus é um bichão a ser respeitado), outras interações confusas envolvendo as Lands de Hideway azul e verde pra colocar o Alien em jogo (Respectivamente, com uma pilha esquisita com Doomsday, Brainstorm e Cloud of Faeries e a outra com Phyrexian Dreadnought – Lembrando que sim, você joga o turno extra quando eles entram em jogo dessa forma). E enquanto o branco ainda é uma cor honesta e não tem nada pra colocar o monstrengo direto em jogo, o vermelho possui a pior das trapacaças para Eldrazis. Entra Sneak Attack.

Eu disse anteriormente que normalmente não existe muita vida depois do Emrakul. Porque de todas as formas ditas descritas no parágrafo anterior, o Emrakul permanece na mesa, e é muito difícil voltar depois do Annihilator 6 quando seu oponente ainda tem uma criatura 15/15 do outro lado. Com Sneak Attack, sim, você toma 15 de dano, sim sim, sacrifica 6 permanentes. E seu oponente fica com saudáveis 5 de vida (4 vai, ele deve ter sacrificado aquela Misty Rainforest…) contra seu topdeck de uma segunda criatura.

Isso tudo, claro, no melhor cenário, que é justamente o Emrakul. Todos os outros Eldrazis sofrem por serem alvos fáceis das principais remoções do formato (Swords to Plowshares e Path to Exile). Progenitus, por maior que seja, ainda deixa todas as permanentes do oponente vivas pra ele ganhar o jogo na volta. Woodfall Primus, sinceramente, é uma piada e não deveria sequer ser comentado. E pior, você é obrigado a jogar com vários bichos ruins desses para ser Ataque Surpresa for letal.

Resumindo: Se você apenas tem os 2 bichões, você não faz nada, e se tiver um e o Sneak Attack você comba… E não ganha. Para o Sneak Attack ser realmente bom, você precisa de 3 cartas específicas (Sneak Attack e 2 bichos com poder 10+) e 3RRR pra definitivamente ganhar. Não sei se sou só eu, mas isso parece horrível.

A real e única vantagem que eu vejo ao usar Sneak Attacks é o caso de se enfrentar Karakas por uma mana vermelha a mais. Karakas é (de longe!) o hate contra o deck mais eficaz, mas daí eu digo: Wasteland, Pithing Needle, Blood Moon e Tsabo’s Web (???) são outras maneiras de lidar com a Karakas. Se você quiser MESMO lidar com esse problema, você tem opções melhores sem usar cartas ruins. Eu sei, TAMBÉM são combos de 3 cartas, mas ao menos são úteis contra outros decks e você não precisa usar cartas horríveis pra compensar.

O resto do deck, bem, ou são Mana Sources, Protection pro combo ou Cantrips/Tutores pro Show and Tell (Ou pra bichos, se eles estiverem com a parte ruim do combo na mesa). Não vejo reais necessidades de falar sobre. São muito bons, mas só quando você vai acelerar, proteger ou buscar as cartas pro combo ruim.

Você jogaria com um combo que só é totalmente eficaz na metade do tempo? Eu não. Mas em off, eu prometo um High Five e um abraço pro primeiro que jogar um Summoning Trap pra Emrakul depois que uma Sakura-Tribe Elder tomar Daze. Também parece horroroso, mas ainda melhor do que essa pilha ai.

Dredge

4 Golgari Grave-Troll

3 Golgari Thug

3 Ichorid

4 Narcomoeba

4 Putrid Imp

4 Stinkweed Imp

4 Tireless Tribe

1 Sphinx of Lost Truths

1 Flame-Kin Zealot

4 Bridge from Below

4 Breakthrough

4 Cabal Therapy

4 Careful Study

2 Dread Return

4 Cephalid Coliseum

4 City of Brass

4 Gemstone Mine

2 Tarnished Citadel

(No side: Cartas pra ganhar de Leylines, cartas pra ganhar de Tormod’s/Relics, bichos obesos pra reanimar e, se a lista prestar pra alguma coisa, 3-4 Firestorms)

Eu venho afirmando isso desde primeiro de abril (Não, não é mentira!), e continuo achando o deck horrível. Por outro lado, se o Pro Tour: Karakas fosse amanhã, jogar de Dredge seria uma escolha até que sólida.

Históricamente, sempre tivemos motivos pra se usar hate de cemitério. IGGy Pop, Flash, UGxx(x) Tresh e Desanimator Reanimator (Com 4 Mystical Tutors, obv) sempre foram decks fortes em seus devidos ambientes. E Dredge sempre foi um deck ruim por tomar os mesmos hates destes ditos “melhores decks”. Hoje em dia, o único deck que ainda abusa do cemitério é justamente o Dredge, então seria o único motivo pra se atacar o cemitério, certo? E ninguém se preocupa em hatear um deck ruim, certo? Então você só pode ser o graaaaande campeão e…

Mas o medo, ah, o medo. Aquele que mora no coração das pessoas… Aquele que é o caminho para o lado negro. Medo que leva à ira. Ira que leva ao ódio. Ódio que leva ao sofrimento…

Eu não sei se é impressão minha, mas as pessoas querem que o deck delas ganhe de tudo. Quero dizer, sim, todas querem que o deck delas ganhem de tudo (EU quero que meus decks ganhem de tudo), mas sabemos que isso é impossível a menos que seu deck tenha Jace, Stoneforge e o formato tenha só umas mil cartas. O ideal mesmo seria utilizar cartas no sideboard mais genéricas possíveis, para com isso tentar ganhar dos matchups mais comuns. Mas ainda assim, as pessoas (não sei como!) conseguem espremer boas 4 peças de grave hate na sua reserva. Isso significa que se o seu oponente tiver medo (Ou estiver desatualizado ou ainda não ler esse blog) você ainda vai enfrentar alguns Leylines of the Void durante o suíço… E por conseqüência irá perder.

A velha máxima ainda é verdade: Quando se joga de Dredge, você ganha o primeiro jogo, perde o segundo pra conhecer o hate e o terceiro é o único que vale. O que as pessoas se esquecem é que ganhar dele é realmente muito fácil hoje em dia.

Guia Prático pra se Jogar de Dredge.

1 – Jogue a carta com Dredge no cemitério.

2 – Escreva na sua mão “Não compre” e tombe um número honesto de cartas.

3 – Jogue uma Brecha ou Careful Study e tombe um número cavalar de cartas.

3 – Dread Return -> Bicho grande e injusto ou pequeno que dá Haste para Zumbis.

4 – Se tudo falhar, ataque com Ichorids e tokens de Zumbi.

5 – ?????

6 – Profit!

Isso significa que, sem um Troll/Imp/Thug na mão inicial e também um meio de descartá-lo, o deck sequer começa a jogar. Não que o deck não mulligue bem, veja bem, ele realmente pode ir pra 5 cartas ou até menos, mas ele só é perigoso quando faz tudo isso acompanhado de algo que o faça comprar cartas – Vocês sabem, pra acelerar o processo. Por exemplo, contra um Goblins, não importa que você escave 6 cartas todo turno, ele vai continuar a virar criaturas em 90 graus e ganhar de você, mas a história muda de figura quando você olha 24+ cartas a partir do turno 2. Combos também irão soltar uma Tendrills of Agony ou vão te dar algum pacto de presente, a menos que você solte várias Cabal Therapies pra atrapalhar.

Contra os Controls, que não tem clock nenhum, eles irão impedir ao máximo que você execute com sucesso a parte de descartar seus Escavadores para ganhar tempo do Escultor de Mentes terminar o jogo, assim como usar suas spot removals nas criaturas que irão atrapalhar este plano. Antes eles já contavam com Force of Will, mas agora com a promessa de Mental Misstep em todo lugar, os estrategistas de plantão decidiram que o ideal é deixar seu oponente começar, assim você descarta a carta ao atingir o limite de 7 cartas no final do turno. Eu vou repetir, se não deu pra entender: O deck incentiva você a PERDER no dado. Desculpem-me, mas eu não consigo levar um deck desses a sério.

Jogar de Dredge é, por fim, um desperdício nas mãos de um jogador talentoso, e uma vergonha para todos os outros – Não existe NENHUMA skill envolvida, é só obedecer os passos supracitados e tudo correrá bem. Eu entendo as razões budgets principalmente porque o deck é ridiculamente barato, mas jogar com isso simplesmente não é jogar Magic the Gathering Estampas Ilustradas. É tipo se inscrever num PTQ com um baralho de Super Trunfo.

Você jogaria com um deck que depende exclusivamente da mão inicial? Eu sei que eu não, se não eu jogava de White Stax. Pelo menos, eu me sentiria jogando Magic de verdade. Se você acha que consegue aumentar o Vial sozinho ou colocar as cartas do Brainstorm no topo na ordem certa, tá na hora de jogar com algo melhor…


Decks que você não deveria jogar (Mas vai jogar mesmo assim) (Parte 1) – Por Bruno “Fuzzy” Lopez

Oi, como vai você? Você teria uma idéia pra um bordão? Eu sempre acho difícil começar um texto e acho “Olá” muito feio… =/

A mais ou menos um mês atrás, o João Danemenemnnenaem Dannemann lançou aqui um excelente artigo falando sobre os decks to beat do Extended. E em boa hora, já que a season dos PTQs estava logo aí e o lançamento de Mirrodim Besieged trouxe mudanças significativas pro formato (Leia-se: Sword of Feast and Famine). Pois bem, eu sou invejoso e resolvi fazer um igual!

Mas enquanto a temporada de regionais ainda não começa, eu simplesmente não me importo em nada com o que está acontecendo com o Standard já que a Let’s ainda não me ofereceu uma passagem pra Barcelona ou pra Dallas. (Mas pode oferecer pra vocês se vocês continuarem comprando com a gente, vejam essa promoção maluca!). Ainda vai ter uma coleção inteira pra entrar e atrapalhar tudo, como relançar Praga Fabricada pra gente poder nomear POMBOS.

O que sobra? Qualifiers Regionais Legacy, claro!

A história desse artigo começa assim: Conversando com meu amigo Kala no MSN, ele me fez uma pergunta curiosa: “Fuzzy, quando você vai parar de falar de decks ruins?”. Na hora a pergunta fez bastante sentido, afinal, quem mais no mundo joga de Burn por opção e fica feliz com isso? Mas pensando um pouco, eu exclamei: “KALA CARA, na real essa pergunta é muito imbecil – Eu não vou falar de decks bons porque TODO MUNDO JÁ SABE QUE ELES SÃO BONS!”. Hoje em dia todo mundo tem Internetz (Dããã, vocês estão lendo isso como?) e se você quiser saber se um deck bom você tem o patrocínio do Google pra isso. O que as pessoas não sabem é que os decks que elas jogam são horríveis. Ou sabem, mas ou tem medo, ou vergonha, ou preguiça de admitir.

Quando o PV escreve, o assunto preferido dele é ele mesmo. Pois bem, quando eu escrevo, meu assunto preferido no Magic the Gathering Estampas Ilustradas é falar mal de tudo e causar polêmica. Então eu resolvi unir o útil ao agradável e hoje eu vim aqui falar pras pessoas NÃO JOGAREM com decks ruins e explicar os meus motivos pra achar que o deck do S2zinho deles não presta.

Lembrando apenas que seu opinião é contrária à minha eu não fico muito preocupado não. Aceito uma retórica, mas vai ser um rebolation pra me convencer do contrário.

(Minha nossa, a idéia desse post parece tão óbvia agora, como que eu não pensei nisso antes?)

Big Zoo

Para fins ilustrativos, uma lista “padrão” do deck é algo mais ou menos assim:

4 Wooded Foothills

4 Windswept Heath
2 Arid Mesa
3 Wasteland / Horizon Canopy (Vai à gosto do freguês)
2 Taiga
2 Savannah
2 Plateau
1 Plains
1 Mountain
1 Forest
1 Dryad Arbor
4 Wild Nacatl
4 Noble Hierarch
3 Grim Lavamancer
4 Tarmogoyf
3 Qasali Pridemage
4 Knight of the Reliquary
4 Swords to Plowshares
4 Lightning Bolt
3 Green’s Sun Zenith
2 Sylvan Library
2 Elspeth, Knight Errant

(No side: Cartas brancas, cartas verdes, cartas brancas e verdes, uns 3 ou 4 artefatos)

Apenas uma observação, que também serve para as outras decklists de ambos os artigos: É provável que essa não seja a lista mais otimizada do deck. Haters gonna hate e vão falar que tem uma lista muito mais bonita e que é imperdível e é o novo deck de Flash, mas eu estou trabalhando com uma lista padrão e pouco diferente do que eu vejo por aí. Parabéns pra você que conseguiu superar os problemas encontrados e apontados nesse texto. Eu não consegui, acho todas escolhas bem sub-ótimas para qualquer torneio, e pouco me importo com super tecnologias que não estão aqui listadas, mesmo por que não pude averiguá-las.

O conceito do deck é simples: Você acelera o seu jogo com Noble Hierarch e Green Sun’s Zenith (Buscando a Dryad Arbor, que no caso torna-se um Llanowar Elves virtual) para trazer Qasalis Pridemages, Tarmogoyfs e Knights of Reliquary para o jogo. O deck ainda conta o clássico Wild Nacatl (presença obrigatória em qualquer Naya), lida com criaturas com cartas como Swords to Plowshares e busca card advantage com Sylvan Library e Elspeth.

Pois é, eu não falei nenhuma carta vermelha de propósito. Será que o deck realmente precisa de qualquer carta vermelha pra ser bom?

Dentre elas nós temos Lightning Bolt, que atua principalmente spot removal para criaturas bloqueadoras. Nada contra Raio, eu sou o maior fã, mas spot removal você também tem no branco. Eu penso logo em Path to Exile, mas eu não acho muito errado (De verdade! Sem trollagem dessa vez!) usar Jorney to Nowhere ou Temporal Isolation se você não quer desenvolver o jogo do oponente. Alguém argumentaria que tirando Bolts você deixa de ter uma postura mais agressiva, e eu contra-argumento: E usar Swords to Plowshares agora facilita pra matar o oponente?

Quanto ao já citado Nacatl (Que não é bem vermelho, mas precisa de Montanhas), eu me pergunto da qualidade dele nesse deck. O deck é sem sombra de dúvida mais lento, já que ele perde os primeiros turnos “rampando” pra jogar criaturas mais fortes depois. É também mais lento porque, como eu disse, Swords to Plowshares é contraprodutivo com o plano de BICHO BICHO POW POW POW MORREU. Então, qual a real vantagem de se jogar com uma criatura 3/3 de 1 mana (Que morre pra Raio) se no final o dano causado será irrelevante perto de um Goyf 4/5 e um Relicário 5/5?

Por fim, temos os Grim Lavamancers. Nos primeiros turnos ele é ruim, já que é só uma criatura 1/1 que raramente ataca ou faz sua habilidade. No mid game ele é muito bom pra tirar os chump blockers das frentes dos seus búfalos, causam dano à longa distância e ganham as Goyf Wars. Se existe qualquer motivo pra se usar Taigas e Plateaus nesse deck o motivo é ele – Você já piora o match contra tudo, mas contra Tribal (Goblins, Merfolks e Elfos, infelizmente são ruins contra Spiders e Minotauros) você ainda tem uma leve esperança de ganhar.

Não me levem a mal, eu gosto de Zoo. Mas eu gosto de Kird Apes, gosto de Chain Lightnings, gosto de Fireblast e gosto até de Steppe Lynx. Eu gosto de usar 10+ drops 1 e TODOS atacarem no turno 2. Eu gosto de ganhar de Merfolks com uma mão nas costas e gosto de rushar meu oponente de TES. “Ahhh, mas o Ben Rubin disse que macacos são ruins e que Nobles são melhores no Zoo e o Ben Rubin é mais esperto que você”. É, só que o formato era outro, e ele também usava Punishing Fire e Baneslayer Angel, mas eu não estou vendo muitos drop 5 aí…

O meu grande problema com o Big Zoo é essa idéia de “deixar o deck mais lento”. Com isso, ele piora os matchs difíceis (Leia-se Combo) e piora um pouco os Good Matchs (Goblins e Merfolks, devido às Wastelands, Rishadan Ports e Dazes). Os dois matchs que ele melhora são Counterbalance (Pela curva maior) e no “mirror” contra o Vanilla Zoo, já que esse match se resolve por quem faz mais criaturas grandes e o Big Zoo tem virtualmente mais – 1 ou 2 Relicários, 2 Elspeths e 3 Zeniths. Se o seu metagame só tem essas coisas, beleza, você pode jogar com o deck que eu nem vou te recriminar. Mas se você joga o mesmo Legacy que eu, você está fazendo tudo errado.

Você jogaria de Bant se não pudesse usar Brainstorm ou Force of Will? Eu sei que eu não. E sinceramente, eu olho pra esse tal de Big Zoo e vejo exatamente isso – Fora que um Progenitus vindo do nada é mais assustador que qualquer bicho que esse deck aí consegue fazer.

Stasis

Não estamos mais em 1995. NEXT!

Belcher

Para referência (Tendo 1/4 de cartas que ganham o jogo/buscam cartas que ganham o jogo, 3/4 que te deixam jogar com elas. Pra um deck quase sem terrenos, até que tem mana demais!):

1 Bayou
1 Taiga
4 Elvish Spirit Guide
4 Goblin Simian Spirit Guide
4 Tinder Wall
4 Goblin Charbelcher
4 Chrome Mox
4 Lotus Petal
4 Lion’s Eye Diamond
4 Burning Wish
3 Infernal Tutor
3 Empty the Warrens
4 Rite of Flame
4 Dark Ritual
4 Seething Song
4 Manamorphose
4 Land Grant

(No side: 1 Empty the Warrens, 1 Infernal Tutor, 5 ou 6 cartas ruins pra pegar com o Wish, um monte de cartas pra ganhar de Ilhas)

Como também já deu pra perceber, o deck tem zero draws/cantrips, desconsiderando Manamorphose. Então, pra uma mão qualquer ser keepável, é importante a presença de pelo menos uma das kill conditions ou um dos tutores para elas.

Me apoiando no artigo do Rodrigo Gasparoni (Se os cálculos não derem certo, a culpa é DELE e SÓ DELE!), as chances de você abrir com pelo menos uma “carta que mata” na sua mão inicial é de 0,33954716813464 (HYPGEOMDIST(1;7;14;60), pra você que tentou fazer do jeito dele no Google Docs e não falhou miseravelmente como eu), ou seja, um pouco menos de 35%. Isso significa que, em condições normais de jogo, você vai estar mulligando em 65% das mãos que keepar com o deck!

Mas, parafraseando Dirk Baberowski,A mulligan is an opportunity“. Ao viajar pra Paris com a Aeromulligan, as suas chances sobem pra algo em torno de 38% da primeira vez e 41% da segunda. Mas, com isso, as chances de chegar em 7 manas para o Belcher e em storms suficientes pra Empty the Warrens também diminuem, o que dá tanto mais tempo para seus oponentes encontrarem respostas para o problema (Seja por descartes ou por hatebears como Gaddock Teeg ou Ethersworn Canonist).

Por outro lado, se a gente acreditar cegamente que “Magic é só variância sorte” e que o Google Docs é um brincalhão, esse é apenas o primeiro problema que esse deck enfrenta. O outro, um tanto óbvio, é uma carta azul de 5 manas. Quando se joga de Combo no Legacy, você divide o formato em três grandes arquétipos: Decks sem Force of Will, Decks com Force of Will e Outros Combos.

Os primeiros decks, você pode chamar carinhosamente de Bye. Claro que eventualmente você pode perder porque seu oponente tinha um hate no side ou porque você mulligou muitas vezes (O que nesse deck acontece com uma frequência assustadora!), mas normalmente você ganha deles enquanto eles ainda estão embaralhando. O curioso é que quantidades pequenas de Goblins eventualmente podem ser rushadas ou lidadas de alguma forma, então o ideal é partir pro plano Protton Canon – E ainda assim correr o risco de conhecer uma Mindbreak Trap.

Os segundos, por sua vez, chamam você de Bye – O plano deles é simplesmente achar uma Force of Will e uma carta azul aleatória na mão e “ganhar o jogo”, ou simplesmente fazer Po-po-po-po-poker Face e fazer você acreditar que eles têm uma, levando o jogo pra um “late game virtual” e que provavelmente vai achar a Force para eles, assim como deixar Dazes, Spell Pierces, Counterspell e amigos funcionando. Claro, você pode ter o talento nato de adivinhar se o seu oponente tem FoW na mão ou não – Mas se você tem essa capacidade de leitura, porque você está jogando esse jogo bobo ao invés de estar jogando poker? Contra eles, você tem que jogar EXATAMENTE ao contrário aos decks sem FoW, já que eles tem mais dificuldades de lidar com cartas com Storm. O curioso é que eles podem contar tanto com Stifle quanto Enginereed Explosives (Dentre outras, mas estas são as duas mais comuns), então você acaba de entrar por um beco sem saída. Mas a sorte (E talento, por que não?) podem te levar à vitória de vez em quando…

E temos os outros combos, o que é um match curioso porque é mais ou menos decidido por quem começa, mas com duas curiosidades: O primeiro é que fazer um monte de tokens não necessáriamente ganham o jogo pra você, já que assim eles costumam ganham uns bons DOIS TURNOS INTEIROS pra combar em cima de você e dos seus goblins. O segundo é que normalmente a proteção que eles tem contra Ilhas é muito eficiente contra você, seja um Duress/Orim’s Chant do ANT/TES, uma Force of Will (Olha ela aí de novo!) dos Spiral Tides ou uma Cabal Therapy bem dada dos Dredges e Cephalid Breakfasts.

Pela lógica, ao jogar de Belcher você se coloca a mercê de 2/3 do formato pra ganhar do 1/3 restante – E mesmo assim com dúvidas. Em metagames onde existem poucas Force of Wills (Ou seja, no EDH Commander, porque é one of a kind) o deck é promissor, mas na vida real você depende única e exclusivamente dos Pairings do torneio, que é uma das poucas coisas no jogo que você não consegue controlar. Você pode desviar de todas as Ilhas no campeonato e ser o GRANDE CAMPEÃO (EEEEE TODOS COMEMORA!) ou pegar um Merfolk e um Counterbalance nas duas primeiras rodadas e ir pra casa mais cedo assistir Caldeirão do Hulk.

Você jogaria com um deck em que os seus resultados são decididos pelo DCI Reporter? Eu não. Mas se você for um desses, te aconselho acender uma vela pro Santo Pairing antes de sair de casa.

Por hoje, chega. Espero ter conseguido abrir a mente de vocês. Por favor, PAREM DE JOGAR COM DECKS HORROROSOS!

Na parte 2: Um deck com Planícies, um Combo com cartas de Saga de Urza e… SIM, Dredge! (Oi Mini Indie! Beijos! =***)

Vida Longa e próspera! (Sério, preciso MUITO de um bordão! =/)

**Prólogo/Post Scriptum/Bo-Bo-Bonus Round – Show do Jace**

Dia 17/04 tivemos o Jace Showdown (Como eu sempre erro a ortografia de Showdown, vou chamar de Show do Jace daqui pra frente), um evento organizado pela Devir que ia mandar uma galera pra Costa Rica (Ou Porto Rico, eu confundi os dois o fim de semana inteiro) e eu fiz um Top 8 honestíssimo jogando de URGH! RUG, abrindo 5-0 e dando dois IDs na última rodada. Dois IDs que eu inclusive só aceitei porque as pessoas sentadas na minha frente usavam uma camiseta da lojinha do patrão, caso contrário eu me sentiria na obrigação de PASSAR O CARRO! Meu único jogo perdido foi pro eventual campeão do torneio, Roberto “Gigante” Edo Júnior, conhecido jogador/dealer de São Paulo, em um matchup que me falaram no dia anterior que era impossível (UB Control).

(Aliás, parabéns Gigas, boa viagem pra Acapulco e por favor me traga uma camiseta de lá!)

Bem, eu não entendo absolutamente nada desse formato. Eu queria jogar de Bant Dredgevine (Porque é muito errado ninguém jogar com um deck que usa todos os melhores Drop 2 do Standard) mas quando fui fazer o pedido no site, só tinha 1 Seachrome Coast, 3 Stoneforges e ZERO Squadron Hawks, daí eu desisti. Era a semana do GP Dallas, acho bem compreensível que não tivesse tudo isso.

PS da Let’s – Agora tem bastante de tudo que estava em faltando, Confiram!!!!

Mas a história é a mesma: Ano passado só jogava de MonoR e Jund porque eram os decks que sobravam, e esse ano eu queria jogar com Jaces. Todos os decks do formato faziam Jace no 4, e me falaram que tinha um que fazia no 3. Bem, é exatamente por isso que eu joguei de RUG. Não tem firulas, eu não tava com a menor paciência pra pensar e só queria virar as manas e fazer coisas desonestas. Todas as que resolvessem e ficassem na mesa me fariam ganhar o jogo.

Aí eu fui ver os vídeos do LSV na ChannelFireball e vi que o deck não ganhava de BR Vampires. Na semana seguinte, vi ele ganhando de RUG jogando de Boros. Minha conclusão foi: Esse deck não ganha de Aggro. Coloquei 3 Arc Trails no main e coloquei Wurmcoil Engine no lugar daqueles Avengers e Garruks horrorosos e taí, ficou fácil. Wurmcoil no fim das contas resolvia 3 problemas meus: Era uma criatura muito boa pra tomar Wrath of God Day of Judgement; era muito boa contra os Aggros porque 6/6 Lifelink é muito delícia; E era muito boa porque a main removal do formato era Go for the Troath ao invés de Doomblades. Eu adorei elas o dia todo, e recomendo pra quem for maluco e quiser jogar com o deck.

Em compensação, a cada dia que passa eu odeio mais os Mana Leaks. Eu joguei com 3, e eles saiam em praticamente todos os jogos em que meu oponente não tinha Ilhas. Se eu pudesse, jogava com 7 Preordains (Ou cantrip que o valha, tipo Spreading Seas) e jogaria de RUG full tapout.

A lista final foi:

4 Scalding Tarn
4 Misty Rainforest
4 Raging Ravine
3 Copperline Gorge
2 Halimar Depths
4 Island
3 Forest
2 Mountain
4 Jace the Mind Sculptor
4 Explore
4 Preordain
4 Lightning Bolt
3 Arc Trail
3 Mana Leak
4 Lotus Cobra
4 Inferno Titan
2 Precursor Golem
2 Wurmcoil Engine
Sideboard:
4 Flashfreeze
3 Obstinate Baloth
3 Acid Slime
2 Pyroclasm
2 Tumble Magnet
1 Deprive

(No side, essas duas Pyroclasms são horrorosas)

Como eu nunca esperaria fazer um resultado decente, eu não tenho nenhuma anotação do torneio e por isso hoje não vai ter report. Isso eu deixo pro Leonardo Labruna Boloiro ou pro Danilo fazerem, já que eles vão conseguir ser bem mais técnicos do que eu – Menos engraçadalhos, concordo, mas ainda assim eles sabiam o que estavam fazendo, eu só segurei as cartas e DERP DERP JACE NO TRÊS DERP DERP.

De maneira geral, eu achei o deck HORROROSO – Como todo Mana Ramp costuma ser. Quando você faz Jace ou Titan no 3 é legal, mas você ainda vai estar jogando com uma pilha de lixo na maior parte do tempo. O fato do deck não ganhar de Valakut e UB (A menos que você seja o Rastaf – Oi Team Brazil! Beijos! =***) também é bem triste. Eu não recomendaria a menos que essa fosse a sua última opção – E que opção cara!

No próximo T2, vou de Bant Caw-Blade (Ou, como eu gosto de chamar, “Cobra Kai”), porque Gideon no 3 também é sexy. Mas isso é assunto pra outro post – Com report dessa vez, prometo!


[BIZARREPORT] “Hoje eu vim para queimar” – Por Bruno “Fuzzy” Lopez

Olá gente bonita e descolada, num clima de alta azaração! =)

Antes de mais nada, eu me sinto na obrigação de pedir desculpas. O foco de todo artigo escrito aqui deveria ser Extended até o final da season de PTQs no Brasil, mas eu não resisti e estou falando de Legacy. Se você tem interesse em ganhar a sua passagem pra terra do Senhor Myiagi, não perca seu tempo lendo isso e vá procurar um brother pra treinar no MOL, MWS ou Shandalar (?). Mas me desculpe mesmo, eu parei de me preocupar com um formato que eu vou jogar uma vez por ano – E eu nem quero ir pro Japão, pode passar uma onda por lá e vocês vão perder seu escritor favorito…

(O que me lembra: João, faz um curso de mergulho antes de ir! Parabéns pelo resultado no PTQ e boa sorte!)

Por outro lado, a temporada de Regionais Legacy (REGIONAIS, qualificatório é rebuscado demais pra mim) voltou e, com reflexo do ano passado, tende a ser um sucesso. Foi a série de torneios que eu tive maior contato no passado (Joguei quase todos os REGIONAIS, apesar de ganhar a vaga no primeiro *cough*soufoda*cough*) e foi uma das iniciativas mais legais que já tiveram no Brasil, e de longe o principal responsável pelo crescimento do formato. Pra mim foi um sucesso, a premiação é bem sexy (Pior que a do ano passado, mas sexy) e BROTHER, eu gosto de usar cartas boas. Eu já tenho vaga pra esse ano devido ao Top8 no Nacional do ano passado *cough*soufodatátrevasessatossehoje*cough* e nem por isso eu desanimei de ir jogar o primeiro qualificatório.

O problema é que eu não sabia do que jogar, claro. Eu NUNCA sei do que jogar…

Pra resumir um pouco a história: Na semana do campeonato, eu fiquei de segunda a quinta de tarde esmolando um deck. Na segunda eu tava afim de jogar de Landstill ou de TES, porque provavelmente eram os decks que iriam sobrar, ou talvez um Zoo se caissem Taigas e fetchs de Investida do céu. Na quinta à tarde, eu já estava quase implorando pra jogar de Tribal de Minotauros [link Didgeridoo aqui, por favor]. Pra piorar, eu fiquei o resto da quinta E sexta-feira toda com minha namorada e fiquei sem saber se eu teria alguma coisa pra jogar. Pra piorar AINDA MAIS, cheguei em casa as 5 e fui acordar as 7 pra chegar no campeonato à tempo. Tudo que podia dar errado, deu – Jogar com sono e sem treino e ainda por cima SEM SABER DO QUE/SE IA JOGAR!

Fui pro lugar do campeonato e aparentemente três pessoas tinham um Zoo sobrando. Quando um deck de 10-11 fetchs, 6 duals e 4 Goyfs sobra, eu pergunto: QUE MAGIC THE GATHERING É ESSE? Para as pessoas acharem que Zoo é um deck ruim em um metagame aberto. Alguma coisa está errada, especialmente porque a previsão é de que teriam muitos Merfolks e poucos Combos.

Até que um brother meu (Luiz, me dá um abraço!) me fala que tinha um BURN sobrando. Apesar das piadas de deck de molequinho e zaz, eu já havia jogado com o deck duas vezes antes – Uma delas fechando o torneio 4-0, na outra com 4-2, perdendo pra Desanimator Reanimator (Mimimi Iona pra vermelho) e a outra com uma concessão amiga pra um Team-mate (Mas eu teria passado o carro *cough*soufoda*cough*). Apesar de remar contra a maré, era um deck que tinha um bom desempenho tanto contra os previstos Merfolks como contra os prováveis Zoos, e como as chances de errar com o deck são baixas e eu não estava no meu melhor dia, parecia uma escolha sensata. A lista do deck é essa:

Main Deck:

18 Mountains – Errr… Free?

4 Lightning Bolt – R$ 11,00

4 Lava Spike – R$ 27,80

4 Chain Lightning – R$ 120,80

4 Rift Bolt – R$ 14,00

4 Goblin Guide – R$ 87,80

4 Keldon Marauders – R$ 3,80

4 Price of Progress – R$ 51,80

4 Searing Blaze – R$ 2,60

4 Fireblast – R$ 23,00

2 Flame Rift – R$ 5,50

2 Flamebreak – R$ 15,98

2 Arc Trail – R$ 4,50

Sideboard:

3 Pithing Needle – R$ 31,50

2 Pyroblast – R$ 5,90

4 Red Elemental Blast – R$ 8,60

3 Pyrostatic Pillar – R$ 5,97

2 Smash to Smithereens – R$ 2,78

1 Flamebreak – R$ 7,99

O que dá um total de 431,32 segundo o site da Let’s Collect, um pouco mais do que 400 reais. Na prática isso ainda sai ainda mais barato, porque provavelmente você deve ter uns Lightning Bolts em casa e uma coisa ou outra perdida na sua caixa de sapatos. Além do mais, você deveria ter uns Goblin Guides de qualquer jeito, afinal o bicho é escandalosamente sexy e você vai precisar dele em todos os seus decks com manas vermelhas pro resto da sua vida.

Eu tomei a liberdade de apontar os preços dos cards por uma razão: Uma vez por semana alguém na Internetz (Olá Ligamagic! Beijos!) pergunta sobre opções Budget pra começar a jogar Legacy. Normalmente as pessoas falam “Bleh, monta um Dredge ou um Merfolk que são a boa!” e eu tenho vontade de arrancar meus olhos com um cortador de unha, colocar numa grelha e comer com bacon. O primeiro deck, por mais que seja um match que ninguém goste muito de ver pela frente, não ganha campeonatos (Aguardem o meu próximo post por aqui). Já o segundo, por favor: Um deck com 4 Mutavaults, 4 Wastelands, 4 Force of Will, 4 Aether Vial, 4 Standstill não pode ser budget – E note que eu nem comecei a falar dos Merfolks em si. Se quer jogar com algo sem gastar muito, eu te digo pra jogar de Burn, principalmente porque é – DE LONGE! – o melhor metagame call do ambiente Legacy brasileiro.

Ao contrário daquelas estatísticas malucas que todo deck tem inventa (“Meu RG Spiders tem um match de 99-1 contra Fadas!”) o Burn utiliza uma estrutura binária: Ele ganha os matchs que tem que ganhar e perde dos matchs que tem que perder. Eu posso dizer que o deck ganha dos matchs contra Vial Aggro (Goblins e Merfolks), Zoo, Combos lentos e contra “Decks com Hymn to Tourach“, e perde de Dredge, TES, Counterbalances e “Decks com Trinisphere e Chalice of the Void“.

Enquanto os good matchs existem a rodo no Brasil, Counterbalances andam cada vez mais em baixa devido ao match ABISMAL contra Merfolks, que é um dos decks que mais se encontram por aí, enquanto Chalice Decks nunca foram muito populares. Hoje em dia existe uma onda crescente de jogadores de Storm combo e esse match é uma corrida de quem é mais rápido, mas a grande maioria joga mal – E quanto mais tempo eles demoram pra combar (Leia-se resolver um Ad Nauseam, que consome o único recurso que estamos gastando do oponente) mais fácil fica pra matar seu oponente. Quanto ao Dredge, eu prefiro ignorar – Se meu adversário está jogando com essa pilha de lixo, ele merece ganhar de mim. Vai acabar fazendo um 3-3 ou 3-4 no torneio (E desgraçando seus standings) mas fazer o que…

Vamos aos matchs, mas antes confira a trilha sonora do Report de hoje:

PS: Da Let’s – Daqui para frente não haverá link para os cards pois são inúmeros cards. Então já estamos vendo como facilitar esse trabalho ingrato :-)

Round 1 – [Oi, diga seu nome] – Zoo

Uma coisa que me alegra ao jogar com esse deck é quando meu oponente faz um Urzal Ventoso. Na minha cabeça, eu cruzo os dedos pra ver um Plateau ou Taiga, porque eu sei que Plateau ou Taiga = Bye.

Veio uma Taiga, junto de um Kird Ape. Eu faço um Chain Lightning, e ele volta de Nacatl e Lavamancer (Com mais uma fetch). Eu me planejo pra fazer o Keldon Marauders da minha mão, mas compro um Searing Blaze like a champ e não resisto e mato o gato. Na volta ele faz outra fetch, pega outra dual, me bate, ativa o Lavamancer e joga uns raios na minha cara. Eu desviro e faço Price of Progress e Fireblast, que delícia. Ah sim, eu nunca cheguei a fazer o Keldon Marauders (Obrigado, lands não básicos que causam dano).

Side In: 1 Flamebreak, 2 Smash to Smitherens

Side Out: 1 Flame Rift, 2 Arc Trail

No segundo jogo ele faz uma Taiga e passa. Eu faço um Goblin Guide e ataco, jurando de pé junto que ele vai tomar um Lightning Bolt, mas ele cai pra 18 sem oposição. No turno seguinte ele faz uma fetch e… Passa. Estranho. Ataco com o Goblin, ele sacrifica a fetch e busca uma Planície (MEDROSO!) e dá um Lightning Helix no Guia. Faço um Marauders e ele volta de Tarmogoyf. Ataco com o Marauders blefando matar o Goyf do oponente, mas  ele não engole e bloqueia, então faço um segundo Marauders e suspendo um Rift Bolt. Meu oponente faz um Cavaleiro do Relicário e eu bloqueio o Goyf que me ataca. Jogo o Rift Bolt e passo. Ele me ataca com as duas criaturas e despeja a mão, com um Sylvan Library e Nacatl. Eu jogo um Raio no passe e ganho no meu turno com 3 Burns aleatórios.

O Match contra Zoo é uma piada. É como jogar um mirror match em que todas as cartas do oponente demoram um turno pra resolver, seu Price of Progress causa quantidades obcenas de dano e você sempre tem mais Fireblasts. Atualmente meu record contra Zoo é de 5-0, todas de 2-0 exceto UM, no qual pra perder eu tive que tomar 1 Helix, uma cópia do meu próprio Chain Lightning e comprar 3 Fireblasts e 3 Montanhas – Quais as chances de acontecer de novo?

Nesse match, você entra com o terceiro Flamebreak porque é bom contra criaturas e com dois Smashs to Smitherens pelo medo de Umezawa’s Jitte. Se o oponente usar Stoneforge, talvez você queira subir as Needles também, já que a Jitte vem com mais certeza. Flame Rift sai porque causa dano em você também (As vezes, m3rd4s acontecem) e os Arc Trails saem porque só matam as criaturas pequenas do Zoo, que normalmente são desprezíveis. É um ótimo match, sempre sorria quando ver um Wild Nacatl.

Round 2 – Lourenço – Rb Goblins

Eu perco no dado, mas dou keep numa mão deliciosa com dois Goblin Guides. QUALQUER mão com 2 Goblin Guides eu jogo, adoro o bichinho. Meu oponente faz um Skirk Prospector, eu faço o meu Guide. Ele ataca e passa o turno com dois lands em pé. Faço o segundo e ataco, um deles sendo abatido por um Gempalm Incinerator. Ele me ataca e passa o turno sem fazer nada. Eu ataco e sou apresentado novamente ao Incinerator. Ele me ataca e passa sem fazer nada relevante. Daqui pra frente eu não lembro, mas minhas anotações de vida tem uma caveira desenhada embaixo do 12 no nome dele, então eu devo ter feito alguma coisa BEM ERRADA com o coitado.

Side In: 1 Flamebreak

Side Out: 1 Flame Rift

Abro uma mão com 3 Lightning Bolt, 1 Flamebreak e 3 Montanhas – Tenho que comprar 8 de dano em 4 turnos, moleza. Meu oponente faz um Goblin Lackey, ou como eu gosto de chamar, “Phage de um mana”. Eu compro um Fireblast e tenho a opção de matar o Lacaio agora ou limpar geral daqui dois turnos. Eu não sei dizer ainda o quanto isso foi arriscado, mas tomei um de dano bem dolorido que virou um Goblin Ringleader. Ele faz outro Lackey e me passa. Eu compro uma Montanha (ÓTIMO =/) a faço e passo o turno de volta. Ele me leva a 13 (Não me pergunte como!) e enche a mesa de Goblins, apesar de ter várias cartas na mão devido a um Ringleader e uma Goblin Matron. Jogo os dois Raios, compro um Lava Spike e faço o Flamebreak, com a vida em 10-8 a meu favor. Ele faz um Goblin Ringleader pra igualar o placar e tudo o que eu preciso fazer é comprar uma carta vermelha – QUALQUER UMA DELAS. Um Searing Blaze aparece pra salvar o dia.

O match contra Goblins é bem parecido com o do Zoo, a diferença é que as criaturas são menores, porém essas vem com haste. Isso é ligeiramente perigoso, já que a única criatura que realmente vai te causar medo é o Goblin Piledriver. Jogue em torno dele, evite jogar seus burns instant no começo do jogo e não há muito o que se preocupar. Searing Blaze e Arc Trail são as cartas que você mais quer ver no match junto com Flamebreak, então procure jogar com mãos com o máximo delas. Evite jogar com mãos com poucos terrenos se você suspeitar de Rishadan Port. Price of Progress deixa a desejar, mas eu não sei se são melhores do que os Pyrostatic Pillar. No geral, é um bom matchup.

Round 3 – Willian – UW(b?) Hive Mind

Eu jurava que ele tava de Merfolks. Ele tinha cara de que estava de Aggro e o shield era azul…

Meu oponente começa com Polluted Delta (Judge Foil bling bling) enquanto eu faço um Goblin Guide que revela um Brainstorm. Ele não fica contente e sacrifica o Delta pra pegar uma Tundra e me joga um Enlightened Tutor e nessa hora eu acho que fiz uma cara mais ou menos assim:

Se tem uma coisa que eu definitivamente não quero ver é UWx Countertop Thopters. Fosse lá o que ele buscasse seria triste, já que a Foundry faz com que ele ganhe vida e o Counterbalance não me deixa jogar.

Pra minha sorte (Ou não!) ele busca um Hive Mind. No turno dele ele faz um Monolito SINISTRO e eu faço o meu melhor, o que não é suficiente pra parar o Combo dele junto de um Pacto vermelho.

Side In: 6 REBs

Side Out: 2 Arc Trail, 4 Searing Blaze

No segundo jogo abro uma mão sem terrenos e vou pra Paris com a Magic Airlines. Jogo com uma mão questionável de 4 Montanhas, 1 Fireblast e 1 Price. Faço uma Montanha enquanto meu oponente faz uma Ancient Tomb e um Grim Monolith.  Compro um Keldon Marauders, que imediatamente entra no campo de batalha. Meu oponente faz uma Ilha e me passa. Eu compro um REB (TODOS COMEMORAM!), ataco e faço o meu terceiro land. No passe meu oponente toma mais 2 dos fantasminhas da tumba e joga uma Intuition buscando 3 Pactos sortidos – Eu deixo resolver, era melhor tentar anular o Hive Mind. No turno dele ele joga uma City of Traitors e faz Hive Mind. Eu tinha a REB na mão, mas deixei resolver. Ele joga o Pacto, e ok, resolveu. No passe eu faço um Price que é copiado pelo Hive Mind e finalizo com a Fireblast. E ainda tinha uma REB de backup! =)

Sim, se ele tomasse 2 da Ancient Tomb e não fizesse a outra land ele terminaria o jogo com 1 de vida. Agora entendi porque essa Cidade é dos TRAIDORES! Ele também debateu se valia a pena jogar um Defense Grid e ele tinha ficado preocupado com o fato de não jogar. Eu acalmei ele e disse que, se fosse o caso, mataria ele com o trigger do pacto na pilha, então tava tudo bem! =)

Já no terceiro jogo, vi uma sequência brutal de erros do meu oponente. Ele fez uma Tundra, e eu fiz um Goblin Guide. Eu ataquei, revelei alguma coisa irrelevante e depois meu oponente fez um Brainstorm. Ele fez uma Ancient Tomb no turno seguinte e me passou. Eu ataquei com o Goblin (revelando uma carta não-land) e jogo um Lava Spike, e passo o turno com um Lightning Bolt e um Pyroblast na mão – E ele me faz um Enlightned Tutor para… SEAT OF THE SYNOD! Ele o faz e joga um Grim Monolith com as lands que não machucam e eu mando o Raio. Em seguida eu ataco, jogo um Chain Lightning e um Price of Progress, que é anulado com uma Force of Will removendo um Hive Mind. Ele compra e passa, eu ataco (revelando um Emrakul) e tento um último spell, que é anulado por uma segunda FoW. Meu oponente compra e concede.

Combos não são seus amigos. Combos de duas cartas, menos ainda. Você pode tentar ganhar o primeiro jogo, mas as chances são baixas. O que faz você dormir à noite é o fato de tanto o Hive Mind quanto o possível Show and Tell são azuis, e você tem hard counters pra tentar parar. Já que metade das cartas do combo não fazem nada sozinhas, parar uma delas atrapalha o combo todo, e ele vai precisar de uma Force of Will de backup.

Combos de 3 cartas são seus amigos, e provavelmente ele pode não ter o luxo de esperar o backup. Ainda não é um match muito tranquilo no segundo e terceiro game, mas também não é um pesadelo. Se o que vier do outro lado for um Alien fica até um pouco mais fácil já que ele ainda te dá 2 turnos pra ganhar – Ignore-o e mate o dono.

Round 4 – Cauê “Chineis” Hattori Hanzo – Bant Countertop feat. Firespout

Antes de me encontrar com o pessoal que iria comigo (Júlio “Nuclear” Buttler, Mauro “Maurão” Aliano, Vitor “Ana Maria Braga” “Vitão” “Vitorino”) fui descobrir que o Chineis iria conosco. Eu sabia que ele estava de Countertop e fiquei discutindo sobre o deck, principalmente sobre usar vermelho para mass removals. Ele ainda achava que Bant era melhor, então não sabia direito se meus Prices seriam deliciosos ou não.

No primeiro jogo eu fiz um Goblin Guide no play que revela uma FoW. Ele faz uma Ilha e passa. Eu ataco revelando um Daze e jogo um par de burns de um mana. Meu oponente então joga uma Tropical e um Counterbalance e eu faço minha cara de triste. Ataco com o Goblin (Revelando Jace) e jogo o Keldon pra puxar o Daze, com a intenção de resolver o Price na minha mão. O Chineis então joga uma fetchland (Me dando a informação de que ele tinha uma Ilha na mão), busca uma Volcanic Island e conjura um Firespout. Eu jogo um segundo Marauders que não consegue atacar por causa do linguarudo verde (leia aqui Tarmogoyf). Eu tento um Price da vitória, e o Powerbalance Counterbalance cego revela um Qasali Pridemage. Ele acha um Tampo, que eventualmente acha um segundo Goyf, e eu estou fora do jogo.

Side In: 6 REBs, 3 Pithing Needle, muita fé

Side Out: 2 Arc Trail, 4 Searing Blaze, 2 Flamebreak, 1 Lava Spike

Eu comecei com um Goblin Guide que me revela um Daze, o Chineis me faz uma Ilha e prontamente me rouba com uma Brainstorm no meu turno, me revelando uma Tundra para o Guia. Eu faço uma Pithing Needle nomeando Tampo de Adivinhação do Sensei e passo. Ele passa e manda um “PQP DEIXA EU VOLTAR” e joga um Counterbalance. Eu sou brother, deixei. Eu bato com o Guia revelando um Ponder e jogo um Flame Rift. No turno dele ele faz algo em torno de 3 Ponders/Brainstorms e… Descarta um Tarmogoyf – TOMA, quem mandou ficar dando Brainstorm e só devolvendo uma? Só então vejo que ele tem 1 Ilha e 2 Tundras, mas não tinha a mana verde pra fazer bichos. Long story short, quando ele acha a Tropical Island ele já está com tão pouca vida e pra facilitar ainda mais, o Counterbalance toma uma Pyroblast. Zica acontece.

No pré-game, vejo ele mudando o side. Um sinal claro de que agora ele teria Krosan Grips pra lidar com as Agulhas.

Ele começa com um Ponder, eu começo com um Lava Spike. Ele passa com duas lands, eu jogo um Chain Lightning e suspendo um Rift Bolt (Jogando em volta do Daze hardcast, claro). Ele sacrifica uma fetchland e joga um Sensei’s Divining Top, olha o topo e passa com um land em pé. Meu Rift Bolt Resolve, levando-o a 10, e um Flame Rift o leva a 6. Ele sacrifica uma fetchland no passe em busca de um topo melhor, desvira e faz um Tarmogoyf 3/4. Eu tento um Keldon Marauders, ele pensa e sua capacidade de leitura me impressiona, por ele faz a jogada que salvaria ele: Plowshares no Goyf. Ele vai a 7, encontra um Qasali pra bloquear o Marauders no turno seguinte e ganha um Chain Lightning, indo a míseros 3. Ele faz um segundo Qasali e me bate duas vezes, eu tento Flame Rift que é anulado por um Spell Pierce e um Price campeão… Que é anulado por Force of Will, deixando-o com 1 de vida.

Ele então me fala “Só revelar o topo”. Eu fui inocente e revelei… Um Red Elemental Blast. Se eu fosse reescrever meu último artigo, o mandamento 11 seria: “Se o seu oponente tem os olhos fechados, jogue com os seus dois BEM ABERTOS“, afinal não é à toa de que os asiáticos são tão bons. Geral que tava acompanhando o jogo ri, eu faço cara de mimimi e devolvo o turno pra ele. Ele me bate novamente com o Qasali, faz um Ponder, RECLAMA que só achou o CB meio tarde e embaralha e faz um Goyf. Eu compro um Keldon Marauders, ele vai olhar a mão e eu simplesmente falo NÃO e mostro a REB. UFA!

O match contra Counterbalance não é assim o Inferno na Terra. Eles possuem apenas uma carta relevante contra você que é o Counterbalance, e muito raramente Rhox War Monk – E as 6 REB/Pyroblasts resolvem os dois problemas. Daze pode dar uma dor de cabeça, evite jogar as mágicas importantes em cima deles.

Muita gente acha ruim manter os Goblin Guides nos games 2 e 3 porque seu oponente vai ter Brainstorm, Ponder e Sensei’s Divining Top pra abusar do drawback do Goblin Guide. Como eu disse, a única carta relevante é o Counterbalance, e a informação do que pode haver no topo me parece mais útil do que um terreno de vez em quando (Que só ajuda no Price of Progress anyway). “Ah, mas e se ele tiver um Tampo e um Counterbalance?” você me pergunta. Simples: Recolha as suas cartas, as chances de você ganhar são tão altas quanto o Corínthians ganhar alguma coisa no Centenário.

Round 5 – Leandro – Monolands Control

Eu sou petulante pra caralho. Quando sairam os pairings eu já cantei vitória antes do tempo ao ver que pegaria o 43 Lands – Oras, é só resolver um PREÇO DO “POGREÇO” e ganhar.

O primeiro jogo eu comecei com Lava Spike no turno 1, enquanto o Leandro fez apenas “Mana Vai”. Faço mais dois burns de uma mana  levando ele a não-muito-saudáveis 11 de vida até que ele faz land, Mox Diamond e transmuta uma Tolaria West pra pegar uma Zuran Orb. Nessa hora meu queixo caiu, eu tinha esquecido completamente da Tolaria West – Na minha cabeça, o único jeito dele conseguir a Zuran Orb do deck seria fazendo Intuition pra Orb-Loam-Ruins, e isso demoraria até o turno 4-5, mais do que o suficiente pra que eu ganhasse o jogo.  Levo ele a 5 de vida, mas nunca pra menos do que isso. Eventualmente um casal de Fábricas de Mishra levam o jogo pra ele.

Side In: 3 Pithing Needle, 2 Smash to Smitherens

Side Out: 4 Searing Blaze, 1 Flamebreak

Sem muita enrolação, eu fiz Pithing Needle pra Zuran Orb no turno 1. Depois minha marcação indica 17 / 14 / 11 / 7 / Caveirinha. Vejo ele entrando com novas cartas vindas do Sideboard (OLÁ KROSAN GRIP!) e vamos para o terceiro jogo.

Ele começa com uma Misty Rainforest enquanto eu faço um Goblin Guide (Que é uma carta horrorosa nesse match). No passe ele busca uma Tropical Island e faz Zuran Orb (Sem tutor nem nada) e duas lands. Eu faço um segundo Goblin Guide e uma Pithing Needle, que ele responde sacrificando duas lands, mas mesmo assim eu nomeio a Orb novamente. Ele faz Loam buscando os terrenos de volta e devolve o turno pra mim. Eu ataco e no topo ele me mostra a Krosan Grip. =(

Bato novamente com meus Guias e jogo um Chain Lightning (Há! Ainda bem que você não tem duas montanhas!). Minha Agulha é destruida no passe, e na sua Main Phase ele faz ainda uma Exploration e um Chalice of the Void pra 1, e aí sim tudo começa a ficar ruim. O jogo se extende mais um pouco comigo comprando vários terrenos até que o Leandro faz um Jace.

OK, Jace no Lands é algo inédito. Eu adorei. Concedi o jogo quando ele tinha tudo isso, 14 de vida e um Jace com uns 11 marcadores.

Assim como o Countertop, eles tem apenas duas cartas relevantes no match – Glacial Chasm e Zuran Orb. O primeiro é fácilmente contornável, tudo que você precisa fazer é responder o Cumulative Upkeep não-pago com mágicas instantâneas. O segundo, apenas no segundo game. O fato de ser um artefato e ter uma habilidade ativada significa que ele sofre “acidentalmente” de algumas das cartas do nosso sideboard. O problema é que nós também seremos vítimas de um acidente da parte dele, já que eles costumam usar Chalice of the Void pra se desviar de Extirpates nas suas Life from the Loam.

O plano contra o deck é resolver 2 Price of Progress. Mas não precisam se preocupar com o match contra Lands –  Esse deck não existe porque Tabernacle custa uma fortuna.

Quanto ao Jace, de verdade, parece muito bom. Jace no 2? EU QUERO!

Round 6 – André – Bant NO Show

Desanimado depois de perder “para o Bye”, sentei pra jogar mais uma partida pensando que eu provavelmente não ficaria em primeiro e ia perder um monte de dinheiros da premiação (Que era distribuida pelos resultados no Suíço). Bom, de qualquer forma um segundo colocado eu merecia, então vamos nos esforçar mais pro jogo.

Abro com uma land e passo, e posso dizer que “tilto” quando meu oponente faz uma Misty Rainforest. Com medo do Daze, jogo um Raio nele e eis que entra no Campo de Batalha uma Birds of Paradise. NINGUÉM usa Birds no Legacy, então eu paro de entender e só consigo pensar que “DANOU-SE ELE VAI FAZER UM COUNTERBALANCE E EU NÃO VOU GANHAR NUNCA MAIS”.

No meu turno faço um Marauders, e em retribuição meu oponente faz um Fauna Shaman e uma Dryad Arbor, e eu simplesmente PARO DE ENTENDER MAIS AINDA. Minha religião não me permite deixar meu oponente desvirar com uma Fauna Shaman, então tento um Searing Blaze que toma FoW. Ataco com minha gangue de skinheads e ele bloqueia com a Shaman. Ele então faz um Natural Order. Sabe o que esse deck faz quando tem um Progenitus do outro lado da mesa? Você ignora e mata o dono.

Sem mudanças para o segundo jogo.

OBS: Provavelmente o certo seria tirar os Flame Rifts e trazer REBs.

Eu fiquei pensando na Birds durante o pré-side. Quero dizer, porque diabos alguém usaria Birds no Legacy? Minha cabeça ficou pensando em todas as decklists que eu conhecia quando de repente PIMBA, lembrei da lista do AJ Sacher de UG Show and Tell. Parecia bastante, apesar de eu não me lembrar se tinha ou pra que servia o branco no baralho. Deixei o kit Anti-Counterbalance no side e fui pro segundo game.

Minha mão inicial era meio suspeita: Possuia 1 Searing Blaze que era muito boa nesse match, 1 Fireblast, 1 Rift Bolt, 1 Goblin Guide e 2 Lightning Bolt/Chain Lightning – Ou seja, apenas uma land. Meu oponente começa com uma ave de mana e eu falho em comprar a segunda, vindo um Marauders no lugar. Com medo de um Progenitus no 3, matei o Piu Piu. Meu oponente faz uma segunda land e um Noble. Eu não compro a land DE NOVO e destruo o Noble com outro burn. Outra Birds e um Qasali Pridemage estragam minha vida, então suspendo o Rift Bolt. Percebo então que plano de “Zicar meu oponente até que ele desista” ERA RUIM e jogo o Rift Bolt no meu oponente e faço o Goblin Guide (Cadê você, segunda mana?). Ele faz um Noble e uma Dryad Arbor e me ataca. Eu compro a Land (TODOS COMEMORAM!) e jogo o Searing Blaze, que é anulado por um Spell Pierce e ataco com o Guia.

Ele continua me atacando com uma criatura exaltada por turno, até que eu compro a terceira land. Ataco com o Guia e meu oponente bloqueia com a Birds ao invés do Noble. Eu faço um Flamebreak que limpa a mesa. Sem pressão do meu oponente, 3 cartas depois ele me revela um casal de Aliens que não faziam nada.

Por se tratar de um deck relativamente novo, eu não tenho uma opinião formada – Já que meu primeiro contato com o deck foi nesse campeonato. Na teoria você pode ignorar o Progenitus 3 mas não um Emrakul no 2, então parece muito certo entrar com os hates anti-azul. Searing Blaze e Arc Trail (E em menor instância os Flamebreaks) são excepcionais nesse match, e em contra-partida os Marauders parecem ruim por tomarem chump blocks o dia todo.

Eu fui procurar a lista mais recente do AJ Sacher e cheguei na conclusão que a única carta branca do deck é UM Qasali. Se o seu oponente estragar a manabase dele pra isso, é provavel que o match seja muito mais favorável do que a lista UG. Sempre mate a Shaman vinda do Green’s Sun Zenith pra ganhar valor nas suas cartas e bom proveito.

E não se esqueça: Sabe o que você faz contra um Progenitus ou Emrakul? Você ignora e mata o dono!

Round 7 – Ivan – Elves (Com Staff of Domination)

A boa notícia é que meu oponente tinha acabado de jogar contra meu oponente da quinta rodada e haviam empatado (Não-Intencionalmente). Isso significava que eu podia ganhar esse match e torcer para o Lands empatar, perder, ou os standings dele serem piores que o meu. AÍ SIM!

Eu fiquei preocupado que minha ganância tirasse o Ivan do Top8, mas depois me lembraram que 5-1-1 com certeza passava então tudo bem! =)

No primeiro jogo, meu oponente fez apenas uma Floresta enquanto eu joguei um Lava Spike – Daí ele fez um Thorn of Amethist. Sim, de Main Deck. DROGA! Faço um Keldon Marauders e ele me joga um Wren’s Run Vanquisher revelando um Elvish Champion. Ataco com os Keldon Skinheads e ele não bloqueia, então eu faço um segundo e passo, ainda na segunda land. Ele joga o Elvish Champion e devolve o turno pra mim. Jogo um Goblin Guide e meu oponente bloqueia o Marauders com o Vanquisher mas o mantém vivo e toma do Guia, indo a “poucos saudáveis” 8 de vida. Nos turnos seguintes eu jogo um Searing Blaze no Champion e ganho no turno seguinte com Chain Lightning + Fireblast.

Side In: 1 Flamebreak, 2 Smash to Smitherens, 1 Pyrostatic Pillar (Melhor que o quarto PoP)

Side Out: 4 Price of Progress e toda a minha vontade de viver

O segundo jogo foi um massacre: Eu faço mulligan a 6 (A Magic Airlines agradece a preferência) onde jogo com uma land e alguns spells de 1 mana. Ele fez uma Quirion Ranger, seguido de Thorn of Amethist no 2, seguido de Thorn of Amethist no 3, seguido de bichos e eu morri. Não cheguei a causar nem 1 ponto de dano nesse jogo, o que é problemático quando todas as cartas do seu deck fazem isso.

No terceiro jogo abro uma mão bem decente, contendo alguns Burns de 1 mana, Searing Blaze, duas lands e um dos Smash to Smitherens do side – Com uma land eu me livraria de um possível Thorn. Suspendo um Rift Bolt no meu turno, que é respondido por um Elfo de Llanowar. Jogo um Rift Bolt nele, compro um Goblin Guide e detono o Llanowar com o Blaze. Ele então joga o tão esperado Thorn e eu compro um segundo S2S ao invés da land pra jogar o que estava na minha mão. Passo o turno com um Lightning Bolt no passe enquanto ele faz uma Vanquisher. Não compro a land, mas ao invés disso vem um segundo Goblin Guide, o que me deixa jogar os dois e fazer um verdadeiro Chump Attack, revelando uma land e um Natural Order.

Meu oponente compra e joga um Elvish Champion, enquanto eu compro e jogo um Keldon Marauders. Ele então tenta a Natural Order, mas não pode jogá-la por causa do próprio Thorn. Pra compensar ele faz uma Staff of Domination e passa sem atacar. Eu compro uma land (EEEEEEEE!) e ataco com meu time, e ele então bloqueia o Marauders com a Quirion Ranger e o Guide com a Vanquisher. Pra evitar um Progenitus no turno seguinte dou um Lightning Bolt no Campeão e resta apenas a gangue de Skinheads. Ele joga a land revelada no ataque do Guia e passa o turno. Eu compro e no final do meu turno ele ganha 2 de vida com a Staff, no qual eu a destruo com o Smash. Ele joga algo irrelevante no turno dele e eu faço o segundo Smash no Thorn e sacrifico duas montanhas pra Fireblast, me concedendo a vitória! \o/

Tribal Monocolor é um dos matchs mais tristes que você pode pegar. Não que seja difícil, mas porque tirar Price of Progress do deck extirpa todas as minhas alegrias de jogar com esse deck.

Novamente, Arc Trail, Searing Blaze e Flamebreak são lindos. Eu gosto de entrar apenas com os Smashs no pós-side por desconfiar de Jitte (No caso eu sabia que tinha Thorn E Chalice, então tinha que subir de qualquer jeito) e só entrar com as Needles quando eu tiver certeza da Jitte. Todas as cartas do deck são de certo modo spot removals, então eu vejo todos tendo dificuldades contra Burn (Exceto Goblins, por causa do Ringleader, mas contra esse é FACA NA CAVEIRA)

Ignore o Progenitus vindo da Natural Order e fica tudo bonito.

O Leandro acabou por empatar a última rodada (Com o dono do meu deck, valeu Luiz!) e então eu fiquei em primeiro AEEEE!

O deck é uma delícia de jogar, e é uma experiência que eu aconselho pra todo mundo. Ele está muito bem posicionado no ambiente Legacy brasileiro, e existe uma grande chance de que eu jogue com ele em uma próxima oportunidade – Isso se eu não arranjar Explorations pra jogar de Lands, claro…

Por hoje, meus amigos, é só, espero que tenham gostado.

Props:

Aos meus amigos/teammates dos Super Bizarros que prestigiaram o evento. Obrigado por tudo!

– Ao Luiz, pelo deck e pela amizade.

– Eu, que sou foda. OLHA SÓ, SAREI DA TOSSE!

Slops:

– Premiação fraquíssima. 20 Boosters pro primeiro é muito pouco! =/

– Counterbalance, Sensei’s Divining Top, Sphere of Resistence, Baneslayer Angel, Chalice of the Void, Rhox War Monk, 3sphere, Lightning Helix, Zuran Orb, Thorn of Amethist, Healing Save e Swords to Plowshares no Tarmogoyf.


The X-Factor – Dez fatores para te levar ao sucesso – Por Bruno “Fuzzy” Lopez

Olá galerinha descolada!

Para os fãs, desculpem pela demora ao escrever de novo aqui. Isso se deve por dois motivos: Volta às aulas, período de readaptação, então o tempo é ainda mais curto do que de costume. Como eu não sou passista de escola de samba, arranjei um tempinho pra escrever por aqui nesse Carnaval e acalmar os ânimos da galera da conspiração que acha que o pessoal da Let’s me demitiu.

O segundo motivo, um pouco mais sensível, é porque eu ando sem assunto sobre o que escrever. Quero dizer, eu até tenho algumas idéias (Algumas boas, outras que parecem muito melhores só na minha cabeça) mas eu ainda não sei dizer o que o leitor típico quer saber. Fica o apelo: Dê sugestões nos comentários de hoje!

Talvez eu devesse até estar falando de Extended, já que os PTQs estão logo aí, mas eu confesso estar meio perdido, já que por hora eu não encontrei nada que me agrade. Logo, vou apelar pra um tema mais genérico: Uma guideline de como ir bem em todos (Ou, pelo menos, na maioria) dos torneios que você jogar.

(Lembrando apenas que eu não sou especialista em livros de auto-ajuda, então é capaz de tudo dar errado)

1. O Fator Confiança: Parece até um tanto óbvio, mas vou deixar claro aqui: Você deve jogar com algo em que você esteja CONFIANTE! Se você não se sente preparado com a sua escolha de deck, se você está jogando com uma opção mais budget e “acha que não vai dar” ou simplesmente está jogando com o DQS (Deck Que Sobrou) da sua equipe, as chances de você se dar bem são menores. Pondere se vale a pena sair de casa pra jogar se você acha que não tem chances de ganhar.

2.O Fator Treino: Vira e mexe a gente ouve aquela história do primo do amigo do vizinho que foi pra um torneio sem treino algum e ganhou a coisa toda. Às vezes é uma combinação de talento com sorte, mas a real é: Você até pode mandar bem com decks sem treino, mas você se dará melhor na maioria das vezes com algo treinado.

Só que eu acho que pra você pegar a manhã de qualquer deck você tem que jogar em torneio e senti-lo sob pressão e contra coisas aleatórias, assim como analisar como os seus oponentes reagem a ele – Mas por favor, faça isso num torneio regular, não vá jogar o PTQ com o seu RG Spiders só porque na teoria ele passa o carro em Faeries!

3. O Fator “Bye”: Não estou falando de GPs aqui, apesar de fazer muito sentido por lá também. Estou falando daquele match que é IMPERDÍVEL, que você sabe que está ganho enquanto o seu oponente ainda está embaralhando. Esse é o fator Bye que nós vemos em muitos torneios por aí. Combos são os decks com maior fator Bye e por isso num champ de umas 6 rodadas você pode ter algo em torno de 3 byes – Digamos, 3 aggros. O que torna um resultado do tipo 2-1 ou até 1-1-1 num Top 8! Ainda assim, se você quiser ganhar um campeonato eu diria que você deve estar preparado pra o que vem após os Byes, que são os Bad Matchs ou um match mais complicado do que o daqueles que você enfrentou nas primeiras rodadas.

4. O Fator Ambiente: As regiões tem suas tendências. Isso significa que embora onde você joga possa ter, por exemplo, muitos controls, talvez naquela cidade aonde você pretende disputar um regional a pegada seja mais agressiva. Nunca se esqueça de tunnar seu deck para o lugar aonde você vai jogar. Além disso, novas coleções trazem novas idéias, e assim como você, mais gente está se atualizando – Então não espere que o ambiente seja o mesmo depois de um mês em que você não pisa na sua loja favorita pra jogar um FNM.

5. O Fator Pairing: A cada dia que eu jogo fica cada vez mais nítido de que em campeonatos de 5 ou mais rodadas o pareamento (Ou melhor dizendo, a sorte do pareamento) é fundamental, em parte pelo ambiente. Você pode até ter “a boa” pra esse torneio em especial (O famoso metagame call) mas uma ordem de matchs ruins pode fazer com que tudo vá para o vinagre, e você vê seu amigo com as mesmas 75 cartas ganhando o torneio. Você tem que levar em consideração que se um deck foi muito bem/mal os parings podem ter grande influencia nisso – E isso também pode influenciar sua escolha ao copiar essa lista de alguém sem a devida adaptação.

6. O Fator Tempo: Não leve decks que demoram 50 minutos pra ganhar o primeiro game – A menos que você ganhe o Game 1 com 99% de certeza, e mesmo assim tem esse 1% aí pra te atrapalhar. Se você for cabeça dura e insistir em levar um deck assim para o torneio, saiba mudar a ritmo de jogo para não empatar e reclamar de que não teve tempo pro game 2/3. O que me lembra: NÃO HESITE em chamar o juiz por causa de slowplay! Você pode se dar muito mal porque quis “dar uma de fairplay” e não penalizou seu oponente.

7. O Fator Internetz: É rapaz, serious business – Se um deck novo e ultra divertido surgiu em algum PT/GP/Open da vida, sempre haverá aqueles imbecis que jogarão com isso mesmo não entendendo como o deck funciona. Por isso, você tem que ter algum plano pra enfrentar isso. (Plano é diferente de playtestar se é good match ou bad match, você deve pelo menos teorizar sobre como jogar contra isso se vier pela frente). E eu digo que pelo menos um plano tem de ser elaborado porque é possível que você não tenha tempo hábil para testar o match corretamente – O correto era você jogar MIL PARTIDAS contra esse deck antes de pensar em sair de casa.

8. O Fator Piloto: É fato de que alguns decks são mais difíceis de jogar do que outros. Então, saiba as suas limitações na hora de escolher um deck – Não se leva pra um campeonato um Fadas ou UW Control se você mal consegue jogar de Mono Red. Também não invente de jogar com coisas ultra complexas quando você sabe que não dormiu bem, que está com aquela diarréia,  que tá calor além da conta e você vai perder a concentração depois da terceira rodada. (Dica Especial: Vá ao banheiro antes de sair de casa, e pegue leve na refeição do dia anterior.)

9. O Fator Psicológico: Enquanto voce está X-0 tudo é maravilha… Você tem certeza que vai passar o carro em geral zaz. O bicho pega mesmo é quando a gente abre 0-1 e fica preocupado. A dica aqui é não desanimar, respira fundo e foca no seu proximo jogo, porque isso é muito mais importante. Pare e pense um pouco nas jogadas, analise todas as possibilidades, mantenha a calma, não apresse as jogadas tentando ganhar ou achando que vai perder. A dica (que eu roubei descaradamente dos pros gringos) é que quando se inscrever no torneio, jogue um jogo de cada vez e só pense em parar quando o Tournament Organizer falar que acabou.

10. O Fator Diversão: Just have fun. Sério, nada é melhor do que jogar um jogo/champs e sair da mesa sorrindo – É claro que você sorri mais quando ganha, mas aprenda a se divertir mesmo quando perder. Porque ficar frustrado com um hobby só te desanima a tentar de novo em uma próxima vez.

Imprima, cole na sua deckbox e nunca se esqueça destes 10 mandamentos (Assim como seu sideboard guide pro mirror de Fadas).

Abraços!


No Pré e aprendendo – Por Bruno “Fuzzy” Lopez

Bruno "Fuzzy" Lopez

E chega o lançamento de mais uma coleção. E, depois de tanto tempo sem jogar um release, eu resolvi agraciar a todos com minha presença.

Antes, um adendo: Eu odeio selado. Deck Selado, ao contrário de Draft, envolve muito pouca skill, já que a leitura do que é bom e o que não é na sua pool faz com que a montagem do deck, que é de longe o principal atrativo pra se jogar Limited, torne-se muito mais simples – Você simplesmente não tem opção, você vai ser obrigado a jogar com aquilo. A falta de maiores tomadas de decisão, no fim das contas, deixa todos os jogadores em pé de igualdade, o que só é uma coisa boa quando você joga contra com um jogador muito melhor que você.

Outra coisa que me incomoda é a questão das bombas. Por mais que a idéia de todos receberem o mesmo material faça um certo sentido, as cartas de cada jogador são diferentes e alguns tem mais sorte do que outros, e enquanto você abre 6 raras horrorosas o cara do seu lado tem um Venser, uma Elspeth, uma Masticora, uma Black Lotus e uma rara horrorosa pro deck dele, mas que comba com uma carta incomum de Fortaleza e que ele vai acabar vendendo por UM MILHÃO de reais. Por mais que isso esteja presente no draft também, lá pelo menos eu posso encher meu deck com as comuns/incomuns certas e acabo tendo um deck consistente – Alguma coisa está sendo compensada nessa injustiça.

Eu não tenho muito o que reclamar com relação às bombas, porque eu sempre abro uma coisinha de vez em quando (Uma ou duas, no máximo), mas em geral esse fator ainda me incomoda bastante no formato.

Por outro lado, dessa vez a grande pegada seria esse lance de escolher entre Phyrexian e Mirran. Por mais que os problemas aí de cima também existam, de certo modo ainda existe um pouco de estratégia por trás do deckbuilding. Apesar de ser mais fácil jogar em torno de remoções e combat tricks, a sua escolha acaba influenciando muito o modo de jogar contra Mirrans ou Phyrexians.

Qual lado é melhor? Bem, eu sempre torci pro lado dos malvados (Darth Vader, Cobra Kai, Sauron, metade dos vilões de Kill Bill e até do diretor Rooney de Curtindo a Vida Adoidado) e gostava mais quando os phyrexians dominavam o mundo, mas no caso a coisa não funciona assim. Se fossem 6 boosters só com de uma facção, Phyrexian sem dúvida seria a melhor porque as cartas tem maior raw power. Mas metade do seu material de jogo são boosters de Scars, e lá tanto faz pra que time você torce.

Eu acabei jogando de Mirran porque, na minha opinião, vermelho era a melhor cor em Scars e praticamente TODAS as comuns Mirrans eram jogáveis. Minhas remoções me davam o alcance pra finalizar o jogo, as criaturas eram decentes (Em especial o bicho 4/4 com Battle Cry. Eu já ia atacar todo turno mesmo, cadê o drawback?) e Reunir as Forças é uma DELÍCIA nesse formato, principalmente contra os desavisados. Dentre as raras, o Zênite vermelho era muito bom, Chuva de Escórias te dava o tal alcance e a possibilidade de virar um jogo completamente perdido. As incomuns são brindes, ter elas ou não nunca mudaria a minha escolha. Mas se eu pudesse, teria 5 Kuldotha Flamefiend, porque o bicho era tudo que eu queria comprar no domingo.

Jogando de vermelho, eu acabaria jogando de branco também. Apesar de ser meio “meh”, os Chamados do Mestre te colocavam numa posição fácil de alcançar o metalcraft, e criaturas voadoras 2/2 em uma coleção com tantos equipamentos me agradavam. Os artefatos pareciam melhores, em destaque para o Martelo de Pistão, Esfera dos Sóis, Andarilho Pacificador (Para o mirror) e a Máquina Rodopiante, que é um bicho muito bom pro early e mid games. E claro, se eu abrisse a Espada de Banquete e Fome eu estaria bem contra uns 40% do field.

É claro que eu abri um pool horroroso e teorizar sobre tudo isso não mudou em nada.

Main Deck

9 Planície

8 Montanha

2 Escudo dos Concordantes

1 Carapaça de Cobre

1 Triturar

1 Magibomba do Horizonte

2 Guarda-Relíquias Leonino

1 Oferenda Divina

1 Caçadora Celeste Leonina

1 Forjador de Myr (Completamente inútil, mas sempre tomava uma remoção, então ok)

1 Myr Temerário

1 Myr de Ouro (Que só vinha no turno 8 pra cima)

1 Kemba, Regente de Kha (Foil, bonitona e que me ganhou uns dois ou três jogos)

2 Xamã da Varinha Vesicante (MVP do deck, sempre fazia uma trapaça)

1 Prender

2 Opositor Ogre

1 Andarilho Pacificador

1 Sentinela de Lâminas

1 Chefe de Bando de Kuldotha

1 Guerrilheiro Loxodonte

1 Demônio das Chamas de Kuldotha

1 Sentinela de Aço Negro

1 Dragão Avérneo Incendiário

Cartas Relevantes da Pool

1 Raivoso Phyrexiano (Foil – Nem sabia que podia vir um Phyrexian foil em MBS)

2 Réplica de Murioque

1 Myr de Chumbo

2 Atacar na Jugular

1 Mensageiro de Koth

Jogar de BR não era uma opção: Os drops 2 do branco eram muito bons, o Prender é ligeiramente melhor do que os Atacar a Jugular e as outras cartas não ofereciam tanto atrativo assim. Nos dois jogos que eu testei o splash eu fiquei com uma carta morta na mão o jogo todo, e minhas réplicas não passavam de ursos 2/2. Talvez eu até esteja errado, mas nas oportunidades que eu vi não valia tanto a pena, principalmente porque BRW é coisa de Bambi.

Eu tinha planos de escrever um report bonito pra vocês e zaz, mas terminei fazendo um milagroso 5-3.  E as 5 que eu ganhei foram definitivamente no braço (menos o segundo jogo contra o Fanfarrão, que não sabe mulligar) e, dentre as três que eu perdi, todas foram porque as pools alheias estavam melhores (Odeio esse formato! Se fosse draft eu teria pelo menos uma Contagion Clasp pra compensar a falta de raras decentes). Então, Report mesmo eu deixei pro Labruna escrever porque a galera com booster skill sentou na mesa dele, e por que também, report de 5-3 é só choradeira. Mimimi.

Quanto à escolha da facção, eu ainda estou na dúvida. Ainda acho que os Phyrexians precisam abrir mais cartas boas do que os Mirrans, além de terem mais dificuldades contra criaturas 3/3 ou melhores .  No combate, eles perdem as criaturas deles enquanto você ainda fica com um bichinho mais fraquinho. Ainda assim, todos os pools de amigos que estavam no Phyrexian pareciam melhores do que os Mirrans que eu via por aí, mas eles foram mal de maneira geral.

Então, se você quer ganhar um pré-release com 100% de certeza, 1 – você precisa escolher Phyrexian, 2 – abrir todas as cartas certas e 3 – ainda por cima jogar bem. 1/8 de chances teóricas, mas na prática isso é muito mais difícil. Se você acordar com essa sorte toda, você deveria estar apostando em cavalos, não jogando Magic: the Gathering Estampas Ilustradas.

 

Agora, o que eu realmente quero saber é sobre o novo formato do draft, onde a coleção mais nova vem primeiro. Parece ser a mudança mais drástica que Mirrodin Besieged nos trouxe e a que de longe mais me interessa. Espero falar disso com o lançamento da coleção no MOL. Aguardem!

Previna-se Contra a AIDS – Por Bruno “Fuzzy” Lopez

E chega o lançamento de mais uma coleção. E, depois de tanto tempo sem jogar um release, eu resolvi agraciar a todos com minha presença.

Antes, um adendo: Eu odeio selado. Deck Selado, ao contrário de Draft, envolve muito pouca skill, já que a leitura do que é bom e o que não é na sua pool faz com que a montagem do deck, que é de longe o principal atrativo pra se jogar Limited, torne-se muito mais simples – Você simplesmente não tem opção, você vai ser obrigado a jogar com aquilo. A falta de maiores tomadas de decisão, no fim das contas, deixa todos os jogadores em pé de igualdade, o que só é uma coisa boa quando você joga contra com um jogador muito melhor que você.

Outra coisa que me incomoda é a questão das bombas. Por mais que a idéia de todos receberem o mesmo material faça um certo sentido, as cartas de cada jogador são diferentes e alguns tem mais sorte do que outros, e enquanto você abre 6 raras horrorosas o cara do seu lado tem um Venser, uma Elspeth, uma Masticora, uma Black Lotus e uma rara horrorosa pro deck dele, mas que comba com uma carta incomum de Fortaleza e que ele vai acabar vendendo por UM MILHÃO de reais. Por mais que isso esteja presente no draft também, lá pelo menos eu posso encher meu deck com as comuns/incomuns certas e acabo tendo um deck consistente – Alguma coisa está sendo compensada nessa injustiça.

Eu não tenho muito o que reclamar com relação às bombas, porque eu sempre abro uma coisinha de vez em quando (Uma ou duas, no máximo), mas em geral esse fator ainda me incomoda bastante no formato.

Por outro lado, dessa vez a grande pegada seria esse lance de escolher entre Phyrexian e Mirran. Por mais que os problemas aí de cima também existam, de certo modo ainda existe um pouco de estratégia por trás do deckbuilding. Apesar de ser mais fácil jogar em torno de remoções e combat tricks, a sua escolha acaba influenciando muito o modo de jogar contra Mirrans ou Phyrexians.

Qual lado é melhor? Bem, eu sempre torci pro lado dos malvados (Darth Vader, Cobra Kai, Sauron, metade dos vilões de Kill Bill e até do diretor Rooney de Curtindo a Vida Adoidado) e gostava mais quando os phyrexians dominavam o mundo, mas no caso a coisa não funciona assim. Se fossem 6 boosters só com de uma facção, Phyrexian sem dúvida seria a melhor porque as cartas tem maior raw power. Mas metade do seu material de jogo são boosters de Scars, e lá tanto faz pra que time você torce.

Eu acabei jogando de Mirran porque, na minha opinião, vermelho era a melhor cor em Scars e praticamente TODAS as comuns Mirrans eram jogáveis. Minhas remoções me davam o alcance pra finalizar o jogo, as criaturas eram decentes (Em especial o bicho 4/4 com Battle Cry. Eu já ia atacar todo turno mesmo, cadê o drawback?) e Reunir as Forças é uma DELÍCIA nesse formato, principalmente contra os desavisados. Dentre as raras, o Zênite vermelho era muito bom, Chuva de Escórias te dava o tal alcance e a possibilidade de virar um jogo completamente perdido. As incomuns são brindes, ter elas ou não nunca mudaria a minha escolha. Mas se eu pudesse, teria 5 Kuldotha Flamefiend, porque o bicho era tudo que eu queria comprar no domingo.

Jogando de vermelho, eu acabaria jogando de branco também. Apesar de ser meio “meh”, os Chamados do Mestre te colocavam numa posição fácil de alcançar o metalcraft, e criaturas voadoras 2/2 em uma coleção com tantos equipamentos me agradavam. Os artefatos pareciam melhores, em destaque para o Martelo de Pistão, Esfera dos Sóis, Andarilho Pacificador (Para o mirror) e a Máquina Rodopiante, que é um bicho muito bom pro early e mid games. E claro, se eu abrisse a Espada de Banquete e Fome eu estaria bem contra uns 40% do field.

É claro que eu abri um pool horroroso e teorizar sobre tudo isso não mudou em nada.

Main Deck

9 Planície

8 Montanha

2 Escudo dos Concordantes

1 Carapaça de Cobre

1 Triturar

1 Magibomba do Horizonte

2 Guarda-Relíquias Leonino

1 Oferenda Divina

1 Caçadora Celeste Leonina

1 Forjador de Myr (Completamente inútil, mas sempre tomava uma remoção, então ok)

1 Myr Temerário

1 Myr de Ouro (Que só vinha no turno 8 pra cima)

1 Kemba, Regente de Kha (Foil, bonitona e que me ganhou uns dois ou três jogos)

2 Xamã da Varinha Vesicante (MVP do deck, sempre fazia uma trapaça)

1 Prender

2 Opositor Ogre

1 Andarilho Pacificador

1 Sentinela de Lâminas

1 Chefe de Bando de Kuldotha

1 Guerrilheiro Loxodonte

1 Demônio das Chamas de Kuldotha

1 Sentinela de Aço Negro

1 Dragão Avérneo Incendiário

Cartas Relevantes da Pool

1 Raivoso Phyrexiano (Foil – Nem sabia que podia vir um Phyrexian foil em MBS)

2 Réplica de Murioque

1 Myr de Chumbo

2 Atacar na Jugular

1 Mensageiro de Koth

Jogar de BR não era uma opção: Os drops 2 do branco eram muito bons, o Prender é ligeiramente melhor do que os Atacar a Jugular e as outras cartas não ofereciam tanto atrativo assim. Nos dois jogos que eu testei o splash eu fiquei com uma carta morta na mão o jogo todo, e minhas réplicas não passavam de ursos 2/2. Talvez eu até esteja errado, mas nas oportunidades que eu vi não valia tanto a pena, principalmente porque BRW é coisa de Bambi.

Eu tinha planos de escrever um report bonito pra vocês e zaz, mas terminei fazendo um milagroso 5-3.  E as 5 que eu ganhei foram definitivamente no braço (menos o segundo jogo contra o Fanfarrão, que não sabe mulligar) e, dentre as três que eu perdi, todas foram porque as pools alheias estavam melhores (Odeio esse formato! Se fosse draft eu teria pelo menos uma Contagion Clasp pra compensar a falta de raras decentes). Então, Report mesmo eu deixei pro Labruna escrever porque a galera com booster skill sentou na mesa dele, e por que também, report de 5-3 é só choradeira. Mimimi.

Quanto à escolha da facção, eu ainda estou na dúvida. Ainda acho que os Phyrexians precisam abrir mais cartas boas do que os Mirrans, além de terem mais dificuldades contra criaturas 3/3 ou melhores .  No combate, eles perdem as criaturas deles enquanto você ainda fica com um bichinho mais fraquinho. Ainda assim, todos os pools de amigos que estavam no Phyrexian pareciam melhores do que os Mirrans que eu via por aí, mas eles foram mal de maneira geral.

Então, se você quer ganhar um pré-release com 100% de certeza, 1 – você precisa escolher Phyrexian, 2 – abrir todas as cartas certas e 3 – ainda por cima jogar bem. 1/8 de chances teóricas, mas na prática isso é muito mais difícil. Se você acordar com essa sorte toda, você deveria estar apostando em cavalos, não jogando Magic the Gathering Estampas Ilustradas.

Agora, o que eu realmente quero saber é sobre o novo formato do draft, onde a coleção mais nova vem primeiro. Parece ser a mudança mais drástica que Mirrodin Besieged nos trouxe e a que de longe mais me interessa. Espero falar disso com o lançamento da coleção no MOL. Aguardem!


De volta ao chão da escola – Por Bruno “Fuzzy” Lope

Viu só? É só não ter uma data festiva importante à vista que eu posto aqui rapidinho!

Eu já falei de todos os formatos por aqui (Vintage é um lixo e não conta), mas me liguei que existe algo pouco falado e pouco discutido por aí: Formatos casuais. E sejamos francos: jogar torneios é legal, mas bom mesmo é jogar na mesa da cozinha tomando Coca-Cola e comendo Fandangos. (Este post não teve nenhum patrocínio)

Eu falo isso porque, dentre a maioria dos jogadores que eu conheço, grande parte relembra com carinho dos tempos em que os decks tinham 90 cartas, as Fontes de Mana (como Dark Ritual) ficavam na mesa (e viravam!) e Swords to Plowshares era ruim porque dava vida pro outro cara. Depois que “se aprende” a jogar, é difícil não tentar jogar com alguma coisa um pouco mais séria, mas às vezes o saudosismo fala mais alto e ter algum deck for fun pode ser sempre uma boa idéia pra jogar com aqueles amigos que pararam de jogar competitivamente.

Se eu falar pra esse seu amigo que voltou a jogar que ele tem que comprar 4 Jace, the Mind Sculptor, ele vai preferir comprar um Pré-Construído de Scars, uma meia dúzia de boosters e um Nintendo Wii (Eu já disse que não teve patrocínio, né?).

E dessa vez eu tenho certeza de que não estou falando besteira, já que até mesmo a Wizards percebeu que este é um nicho de mercado a ser explorado. Produtos como Archenemy, Planechase, os antigos World Championship Decks e os Duel Decks (E futuramente EDH Commander, que é tão RADICAL que merece um post só pra ele) tiveram boa repercussão. Inclusive, os Duel Decks são ótimos pra ensinar iniciantes, que é uma fatia bem grandona do público casual. E, além disso, alguém realmente acredita que o primeiro Premium Series ser um deck com Fractius foi apenas coincidência?

Maaaas, enquanto a Wizards não se mexe pra fazer mais produtos pra essa galerinha descolada, nós aqui da Let’s Collect vamos dar algumas sugestões pra você jogar com seu irmão mais novo naquele fim de semana de chuva.

Pauper: Formato criado no MOL e popularizado pelo mundo, nada mais é do que um formato apenas com cartas comuns – O que não quer dizer que os decks sejam ruins. Nem de longe!

Várias combinações entre as cartas comuns criam efeitos poderosíssimos (Estou olhando pra você, Momentary Blink) e os aggros são extremamente eficientes, como Goblins, Slivers e Affinity. Fora que dá pra matar a saudade de Counterspell (O original!) para aqueles que ficam reclamando que ele nunca volta nas próximas coleções. Também é uma solução pra quem possui um baixo orçamento, e principalmente pra quem enjoa fácil de jogar das mesmas coisas. O meu Google é o seu Google, então, se alguém quiser sugestões de decks, lá é o lugar certo.

Lembrando que qualquer carta já impressa como comum pode ser usada (Com exceção de Cranial Plating), então não se intimide pelo símbolo prateado de vez em quando.

Classe Média: Essa idéia surgiu numa conversa num McDonalds com um pessoal – E se tivesse um Pauper só com incomuns? O nome infelizmente não é autoria minha, mas eu achei genial.

Eu gosto de formatos em que ninguém sabe o que está fazendo (O que talvez explique porque eu estou gostando desse Extended aí…), e é muito difícil pensar em um deck que não use aquela rara ou aquela comum legal. Esse é verdadeiramente um desafio de deckbuilding (Já que não tem aonde netdeckar) e me parece bastante promissor. Ideal pra você que, assim como eu, sente um arrepio toda vez que pensa em comprar cartas com um Fact or Fiction

Momir Basic: Tudo começa com esse cara:

Momir Basic é um formato no MOL onde o seu deck consiste de 60 terrenos básicos e um avatar desses aí – Ou seja, um monte de criaturas vindas do nada, vindas aleatoriamente pra cada jogador. Tecnicamente é quando o Limited e o Constructed se encontram. O formato existe no MOL porque, bem, é muito fácil fazer uma interface pra gerar um card random.

Pra jogar Momir Basic “de verdade”, tudo que você precisa é de uma pilha de terrenos básicos (Podendo ser compartilhadas entre todos os jogadores da mesa ou não, fica a gosto do freguês) e algumas pilhas de criaturas divididas por custos convertidos, de preferência sem cartas repetidas. Agora, é só fingir que cada jogador tem um Momir Vig Avatar (Imprima o avatar se for o caso) e começar a jogar. É claro, quanto maior a diversidade de criaturas melhor o desenvolvimento do jogo, então, o ideal é manter as pilhas com o maior número de cartas – Junte uns 4 amigos pra dar uma força!

Vááárias pilhas

MYOS: Resolvi deixar por fim meu formato favorito do mundo todo. MYOS é a sigla de “Make Your Own Standard”, ou, pela tradução literal, “Faça Seu Próprio Standard”. Mas vamos chamar de MYOS mesmo, porque FSPS não tem vogais e é impossível chamar alguma coisa assim. Para montar um deck, você escolhe dois blocos e uma coleção básica a partir de Quinta Edição e monta um deck APENAS com cartas desses dois blocos (Com algumas exceções, como as cartas banidas no Legacy e cartas banidas em todos os Blocos). Eu realmente sou apaixonado por MYOS pelos seguintes motivos:

1-      Se você tem um deck T2, você já tem um deck pro MYOS.

2-      Se você JÁ TEVE qualquer deck T2 e deixou as cartas jogadas na sua gaveta, você também tem um deck pro MYOS.

3-      Se você for desocupado e gosta de deckbuilding, MYOS é de longe o formato ideal pra colocar sua criatividade em dia. Interações entre dois blocos distintos que nunca se encontraram no T2 tem aos montes!

4-      Se você é saudosista e gosta da idéia de montar de novo aquele Illusions-Donate, Psychatog, Cadaverous Bloom, Wildfire ou Astral Slide (Se você for o PV, você pode tentar montar um Battle of Wits também), esse é o único formato que você consegue jogar com ele sem ele ser completamente desleal.

5-      Se você tem a mente aberta para novidades, pode apostar que dá pra se divertir pra valer com isso.

6-      A maioria das cartas que você precisa pra jogar com um deck desse formato costumam ser baratas.

Esse é o formato que, de longe, consegue atingir o maior nichoo de jogadores. E, cá entre nós, eu acho que o timing pra fazer um torneio desses seria ONTEM, já que uma galera ainda deve ter suas shocklands, Jittes, Dragonstorms e Dark Depths jogadas numa caixa de sapato.

 

Alguém aí joga alguma coisa que eu não falei e deseja complementar o post? Deem o reply nos comentários! Quem sabe a gente não marca pra jogar na sua casa? Eu pago a pizza!