Novo blog — Let’s Collect News

A partir de agora, o novo blog da Let’s Collect se chamará Let’s Collect News, e pode ser acessado no endereço http://news.letscollect.com.br.

Nas palavras de Fox, em seu depoimento sobre a mudança:

“Essa mudança se fez necessária por várias razões. Porém, a mais importante era o fato do servidor da WordPress, onde o antigo blog está ainda hospedado, limitar o que podíamos postar e a maneira com que podíamos fazê-lo. Hoje, essa limitação não existe mais. Portanto, não há praticamente limites para o que tenhamos vontade de aplicar, desde que esteja dentro da filosofia de nossa empresa.

Uma das ferramentas que ainda estão em fase de testes, mas que já posso adiantar, é o planejamento do uso de dois formatos de postagem bastante interessantes e que muita gente curte acompanhar:

Videocast e um podcast.

Esse endereço continuará ativo como referência, mas novo conteúdo poderá ser acessado somente no novo endereço.

Acesse agora mesmo e confira novos artigos, vídeos e novidades do Magic nacional e mundial!


Você conhece o GW(ur) Blade Pod que garantiu a vaga do Fox no Nacional 2011? – André “Fox” Dembitzky

André "Fox" Dembitzky

Olá a todos

Primeira coisa, estar no Nacional de Magic jogando pela primeira vez para mim será uma coisa novamente impressionante. Explico a frase. Eu já participei de inúmeros nacionais, tantos que não consigo mais diferenciar entre um ano e outro e acabo misturando tudo. É tanta gente, tanta coisa que já aconteceu à minha volta no Nacional que esse evento, ao menos para mim, não é mais a data mais importante do ano do Magic, o Nacional se transformou naquele momento em que eu acho que estou em casa, fazendo o que eu mais sei fazer e confiante em cada ação, rodeado de gente que como eu gosta do Magic e considera o jogo parte de sua vida.

Bem, isso acontecia quando eu era juiz. Quero dizer, ainda sou, lá no meu âmago eu ainda sou um juiz. Gosto da parte das regras, da interação dos cards, das idéias que se transformam em ações e que tornam os eventos, tais como o Nacional, muito bacanas. Mas de um tempo para cá eu não tenho mais aquele prazer enorme de ser juiz. De apitar. De estar no salão ou nas lojas. Algo sumiu, não sei bem o que, mas sumiu. Não posso me dedicar a fazer algo que não tenho plena convicção que estou dando meus 100% nele.

Então o que me sobrou além de vender cards que eu sempre fiz e que até hoje é o meu ganha pão?

Ou eu faço evento (e por enquanto a Let’s não tem loja então não dá) ou eu jogo.

Olhando as duas possibilidades achei que jogar poderia me trazer a curto prazo mais resultados. Mas como todos sabem juízes “sux” jogando. Se o cara é juiz na veia ele “sux” jogando. Fato. Sim, existem juízes que jogam, mas chamá-los de juízes que jogam é errado, acredito mais que sejam jogadores que apitam (e é claro que sempre existirão exceções) mas é de conhecimento geral que juiz realmente é ruim jogando.

Então eu me via enfrentando dois desafios, reencontrar o jogador em mim seria o primeiro e ainda sim, quando voltasse a reencontra o bom jogador em mim, entender como eu faria para conseguir chegar ao meu objetivo que naquele momento era o nacional. Afinal de contas existem tantos jogadores disputando a sonhada vaga que eu seria então apenas mais um.

Mas uma coisa que eu aprendi na vida e me planejar. Então criei um plano. E a primeira parte dele seria entender como funcionava o ambiente que o standard se encontrava.

E assim que New Phyrexia foi lançada e com os cards disponíveis eu comecei a olhar e olhar e descobrir algumas saídas que eu achava interessantes contra o ambiente que existia. A primeira coisa que me chamou atenção foi o Voltaic Charge, numa combinação com Koth e outros artefatos “carregáveis” , inclusive com a possibilidade de utilizar outros planeswalkers. Então a ação de proliferar me parecia um saída bacana e que ampliaria o Power level de alguns cards. Mas dois qualificatórios depois foram suficientes para eu descontinuar essa idéia. Entendam, ainda acho que o mono red estilo controle é uma ótima opção, mas ele tinha apenas uma forma de ameaça contra os oponentes, os seus artefatos. E hoje em dia, onde todo mundo tem, não uma, nem duas, mas três ou quatro formas de arrancar artefatos do jogo, isso me parecia uma saída meio masoquista de jogar, afinal você criaria ainda mais alvos para as inúmeras mágicas do outro lado. Então achava que para conseguir atravessar o mar de Mono Reds de diferentes estilos e CawBlades a rodo, eu precisaria de algo que não só fosse rápido quanto múltiplo em ameaças. Em saídas. Não queria ficar dependente de uma coisa.

No primeiro Qualificatório desse ano, na Devir, o Edson “Maca” um cara que eu acho bem gente fina jogou com uma versão do Birthing Pod que o levou ao nacional. A sua versão consistia de um “combo” de vida infinita mas o que mais me chamou a atenção nesse arquétipo foi o uso do Vengevine.

Existia e ainda existe uma versão do Blade GW que é bem agressiva,  mas eu achava que o recurso de reuso do Vengevine através do Birthign Pod bom de mais para não ser utilizado. E a curva do deck a meu ver era muito boa. Aquilo parecia promissor. E eu fiquei com aquilo na cabeça.

Mas mesmo assim eu joguei um qualificatório da comics depois de Big Red. Foi um fiasco. Um Mono Red e um (ironia) GW Blade Pod depois eu deixei o qualificatório com um gosto bem amargo na boca. E não é para dizer que eu não quis jogar de uma versão do GW Blade, é que eu não pude. Com todo o estoque da Let’s de Stoneforges emprestados para X jogadores, não havia sobrado nenhum para mim. E afinal de contas, como eu iria exigir um set de stoneforges para mim se eu estava ali tentando voltar ao meu formato jogador enquanto que jogadores com uma bagagem muito maior estavam disputando eventos também.

Mas não esmoreci. Deixei o tempo passar e esperar uma nova oportunidade.

Mas o deck ainda rodava em minha cabeça.

Duas semanas antes do qualificatório decidi que montaria, for fun inicialmente mesmo, o GW Blade Pod. Eu gostava muito do arquétipo e achava que seria um match forte contra os CawBlades devido ao sistema de “silver bullet”. Puxar no momento preciso uma determinada criatura me fez lembrar de algumas versões do passado como o MonoBlack Flores e o Chord of Calling.

Mas durante o teste eu percebi que o CawBlade tinha evoluído. Remoções de artefato no main deck, e uma das criaturas mais assustadores para um deck como o Pod, Consacreted Sphinx fizeram um upgrade que causou uma revolução. A esfinge sendo uma criatura de corpo grande, resistência 6, com uma reposição de cards muito boa e na melhor cor possível, o azul, não havia espada que passasse por ela que fosse utilizada de maneira consistente e bastava um turno em jogo para que ela compensa-se o “slot” tomado.

Então o GW Blade Pod começou a perder força. E o que mais me irritava é que no baralho, os 12 bichos de custo dois não “evoluíam” para nenhuma criatura realmente impactante. Vocês podem conferir. Não tem. Não há criaturas branca ou verde de custo 3 que seja realmente relevante e contínua. E com isso eu me enfiei numa armadilha. Eu estava procurando jogar com um deck que poderia enfrentar a maior parte do ambiente, sendo o CawBlade essa maior parte, mas que simplesmente pararia se um esfinge infeliz pousasse do outro lado.

O que fazer?

Bem, aqui eu tenho que agradecer o Labruna (vulgo boloiro) pois ele pilotando o CawBlade me deu uma idéia. Na realidade, ele pilotando o UB me deu a idéia. Ele constantemente reclamava da revoada de diversos passarinhos que vinham ao campo estando ele jogando contra os CawBlades,  e ele constantemente comentava que o UB não tinha uma solução para aquilo. Com isso fui procurar, enquanto jogávamos diversas vezes, uma solução mais rápida para os falcões.

Como eu sabia que as cores principais não fariam diferença no Pod, resolvi procurar nas que eu não usava e uma das primeiras criaturas que apareceu foi o Cunning  Spark mage. Pronto foi a solução. Parece e foi simples assim que encontrei a solução. Ressuscitei a antiga combinação do boros: Basilisc Collar e Cunning Sparmage e vi que não só a curva do birthing pod ficava completa com o custo 3 do Sparkmage quanto a sinergia que o stoneforge buscando o collar e depois sendo sacrificado para buscar o cunning e equipa-lo com o collar criava, e isso foi algo que simplesmente encaixou perfeitamente.

Juntando-se o Vengevine à conta eu teria mais força contra possíveis Days of Judgements e o mecanismo do blade ainda estaria ali, buscando um eventual batterskull ou Sword RW dependendo de quem estivesse na frente. Eu então fiquei com três frentes de combate. Pod que me forneceria o “Silver Bullet” que eu sempre gostei, Vengevine recursivo e o Blade para ser um agro protegido.

Naquele momento eu achava que eu poderia fazer algo semelhante, guardada as devidas proporções é claro, ao que o grupo do PV e do Scott Vargas fez com o CawBlade. Tentar algo novo. Algo que pudesse pegar despercebido o povo e me dar uma vantagem sobre o geral.

E não é que deu certo?

Bem, eu ainda tinha que encontrar as peças corretas para o deck. A curva dois era perfeita, com filtros magníficos proporcionados pelo Blade e pelos falcões e a procura do Fauna Shaman.

A curva três trazia o lógico Viridian Corrupter para remoção de artefatos, mas fora isso havia um vácuo. Achei criaturas de suficiente resposta a algumas ameaças como Palace Guard contra agros, ou um dois por um com o Balde Splicer, mas não estava contente. Não havia algo que me desse a vantagem que eu realmente precisava, assim como acontecia com os de custo dois. O achado (além do Cunning Sparkmage) foi o Pilgrim’s Eye que arrumava a curva de mana e servia de bloqueador para qualquer criatura, equipada ou não com qualquer espada. Ele vinha, fazia seu serviço e estava pronto para morrer. E se eventualmente estivesse em jogo no turno seguinte era o sujeito certo para ser utilizado pelo Pod.

Outra coisa que percebi é que ao custo de um pouco de vida eu poderia acelerar minha agressividade. Depois de um Hawk e com o pod na mesa, eu poderia puxar o Deceiver Exarch desvirar o Pod reativa-lo através do Exarch e buscar o Vengevine para acelerar o ataque. Além de me permitir conforme a necessidade sacrificar o Vengevine e traze-lo de volta com os outros falcões. Ou equipá-lo com qualquer coisa que eu pudesse buscar com o Stoneforge.

Na curva quatro os Vengevines eram reis, mas também ainda sentia falta de algo. Mesmo por que o deck precisava ter uma resposta para tudo, e o card que mais me chamou atenção dentro do quesito versatilidade foi Phyrexian Metamorph. Capaz de copiar qualquer artefato (vulgo espada ou batterskull por que é só isso que parece que tem no ambiente) ou criatura, como meus próprios Vengevines ou Stoneforges alheios, o Metamorpho cumpriu um papel importante em me arrumar respostas para praticamente qualquer coisa em diversos jogos. Houve um momento em que fiquei com três Swords of War and Peace no jogo. Esse jogo em particular eu perdi, mas por que não comprei outras criaturas, mas mesmo assim, qualquer coisa que viesse seria um ameaça certamente.

Acabei colocando, também na curva quatro  o Glimmerpoint Stag, principalmente para evitar duas situações apenas, Gideon e encantamentos que carregam e por tanto caso o deck do oponente não contivesse uma dessas duas opções ou de mesmo nível eu impreterivelmente tirava do main. Mas ainda acredito que com alguns testes ele pode melhor o meu lado. Proporcionando um eventual disparo de uma outra criatura com “enters the battlefield”.

Na curva cinco a única criatura que sempre me veio a mente logo de inicio foi o Acidic Slime. E você pode conferir na lista que tenho também o Baneslayer. Bem, o Bane é ruim. Não como criatura afinal de contas ele impede qualquer um de passar e me permite um retorno em vida muito bom. Mas como é branco ele perde muito no ambiente. Eu deveria ter sim, colocado outro Acidic Slime, pois o atraso fornecido pelo Land Desctrucion se mostrou fantástico. Eu até pensei em colocar o Kazuul, Tyrant of the Cliffs para conseguir algum retorno com as criaturas atacantes do oponente, limando sua base de mana, ou até mesmo Magmaw para um lategame, Mitotic Slime contra Day of Judgement, Precursor Golem, Shattered Angel para valkut, Sphinx of Lost Truths para compras e World Queller para controle de mesa. Mas nenhum deles me agradou. Nada parecia se encaixar.

Com a chegada de M12 teremos o Archon of Justice que quando morre exila uma permanente, permitindo a buscar um custo 6 como Wurmcoil, Titans, etc. Mas ele ainda não estava disponível, então preferi ignorar a curva seis (que hoje eu não faria) e me focar no agro.

Segue a lista que eu usei:

Criaturas:

4x Fauna Shaman

4x Birds of Paradise

1x Acidic Slime

1x Deceiver Exarch

1x Glimmerpoint Stag

1x Pilgrim’s Eye

3x Phyrexian Metamorph

3x Vengevine

4x Squadron Hawk

4x Stoneforge Mystic

1x Viridian Corrupter

1x Baneslayer Angel

2x Cunning Sparkmage

Outras mágicas:

4x Birthing Pod

1x Sword of War and Peace

1x Basilisc Collar

1x Batterskull

Terrenos:

1x Arid Mesa

3x Misty Rainforest

1x Glacial Fortress

1x Copperline Gorge

4x Razorverge Thicket

3x Sunpetal Grove

6x Forest

2x Plains

1x Mountain

1x Island

Sideboard

1x Sylvok Lifestaff

3x Phyrexian Unlife

3x Spellskite

1x Sylvok Replica

3x Nature’s Claim

4x Celestial Purge

Algumas considerações:

Quanto ao side primeiro. Devido a natureza do Pod eu me via numa situação muito ruim de não conseguir a aceleração que eu precisava ao custo de vida, observando que do outro lado da mesa havia um Red qualquer coisa, vindo babando com seus goblins. Eu sabia que enfrentaria alguns desses em qualquer evento que fosse, por tanto, precisava de uma solução prática que não me forçasse a mudar a base de mana como faria o Firewalker nem que permitisse uma solução para meu oponente como poderia acontecer com o Dragon’s Claw e as remoções de artefatos que os Reds sobem. O resultado foi Phyrexian Unlife. Nos testes ela se mostrou muito boa. O fato de você ganhar 10 pontos de vida de saída era fantástica. O bônus em ser um encantamento e os mono reds não conseguirem lidar com isso  fechou a conta. Para quem não entendeu, o mono red precisa causar 20 pontos de dano e depois ainda mais 10 em forma de veneno para ganhar. Esse boost de 10 pontos de vida (venenos) era o suficiente para que eu conseguisse voltar ao jogo e começar a ganhar vida, já que depois de zero eu não receberia mais dano e sim marcadores, e na eventualidade de eu ganhar vida, eu criava mais tempo ainda já que o reds teriam que novamente zerar minha vida para recomeçar a contagem do veneno. Acabei não utilizando o Unlife no jogo, pois peguei apenas dois decks bem agros sendo que os dois zicaram muito. Não pude comprovar no jogo minha tech, mas sei por testes, que ela ao menos contra os Reds é muito boa.

Outro adendo importante é Sylvok Replica. Eu esperava uma quantidade maior de UB Tezzerets com suas Torpor Orbs main deck. O Sylvok contorna isso. Mas também não usei. Mas não descartaria de forma nenhuma. A réplica estaria no side sempre.

Quando a base de mana achei uma configuração bem bacana que me permitisse a birds de primeiro turno sem prejudicar os drop de duas manas.  Eu talvez colocasse mais um acelerador, como um Llanowar elves. Apenas para garantir o drop do Pod no segundo turno. Mas ainda tenho minhas duvidas se vale a pena. Preciso conversar com o Gasparoni sobre essa probabilidade.

Você podem ter percebido que não há Thrun nem no main nem no side. Bem, senti falta mesmo. Hoje eu trocaria facilmente o Bane pelo Thrun. O fato dos Days terem sumido dos main decks faria uma diferença gritante. E ele equipado é algo assustador.

Jogos

Sinto muito para quem gosta de ver descrições dos jogos, mas não vou comentar sobre eles, primeiro por que não lembro direito e depois colocar que: Ganhei e perdi, ou dei na cara, ou ziquei ou qualquer coisa nesse sentido para mim não é report é encher lingüiça. Abri 5×0 fechei 5×2 e acredito piamente que as minhas duas derrotas tenham sido muito mais causadas por erros meus do que pela superioridade dos decks que enfrentei.

Não menosprezando é claro nem o Zóio nem o Bastard que são ótimos jogadores, mas quem acompanhou as partidas pôde perceber. Eu acabei ficando muito nervoso com a pressão de ter que ganhar mais uma que acabei cometendo erros crassos como errar o drop de land de um Copperline Gorge contra o Zoio e ao tentar salvar uma birds que usaria como bloqueadora, acabei virando-a para gerar mana contra o Bastard. Bem são coisas  que acontecem, mas que em outros momentos poderiam ter me tirado do top 8. E quanto aos jogos como não tenho condições de lembrar as jogadas por que não lembro mesmo não posso comentar sobre o que fiz de certo. O que fiz de errado, ai sim, eu poderia escrever um livro. Huauhauhauha.

Mas com essa explicação sobre minha escolha do deck acredito que alcancei meu objetivo com esse post. Explicar que é possível variar o ambiente, sim e que Jaces e Stoneforges estão presentes em praticamente todos os decks, mas acho que ainda há espaço para inovar. Com a entrada de M12 espero que tenhamos uma renovação principalmente com os agros de verdade, que tem sofrido na mão dos Blades que mesmo sendo muito mais agressivos que os antigos UWs são ainda decks de controle a meu ver.

Agradeço a todos pela leitura e espero que eu possa ter esclarecido alguma coisa quanto ao deck e sua estrutura.

E mais abaixo está o vídeo da ultima partida que eu gentilmente “roubei” do blog da Comics!!! Uhahuauhahua

Props:

Pra mim que criei algo diferente e compensou!

Para esposa que deixou eu ir jogar em pleno dias dos namorados.

Para a Comics Games que é um dos lugares mais tranqüilos para se estar, onde a gente se sente em casa.

Pro Leonardo “boloiro” Labruna que fica me atazanando o dia inteiro sobre Magic!

Pro Henrique que foi apitar um único NQT e me deu sorte (alma você não esta com nada auhhuahua)

Slops:

Para mim por que errei demais no evento.

Pro povo que não compareceu nesse evento como fez nos outros.

Obrigado


Você é Malandro, Caxias ou Beato? – por André “Fox” Dembitzky

André "Fox" Dembitzky

Devolta estou aqui. Umas desculpas iniciais pela falta de textos de minha parte nestas últimas semanas. Mas fora todo o trabalho envolvido no recente lançamento da coleção Mirrodin Besieged, ainda dentro de minha vida pessoal sofri uma revolução. Mas nada de negativo, apenas aquelas coisas pelas quais passamos todos nós quando buscamos melhorar de vida!

Fiquei matutando esse post durante bastante tempo, e só consegui finalizá-lo por completo fazendo uma viagem ao interior para jogar um evento de Magic. Siiiiim. Eu jogando Magic. Parece mentira, mas é a mais pura verdade. E justamente essa viagem me fez acertar os últimos retoques no texto.

Alguns de vocês já devem ter se defrontado com uns nomes americanos, que foram mais ou menos difundidos pela própria Wizards para definir as pessoas que estão no universo do Magic.

Atualmente são quatro arquétipos de participantes que eles tem como principais:

Timmy – é o que podemos chamar de “power gamer.” Timmy gosta de ganhar grande. Ele não quer uma vitória do nada. Timmy quer esmagar seus oponentes. Ele gosta de mágica e criaturas com grandes efeitos e em grandes números. É assim: “Não vou atacar com alguns elfos. Vou atacar com todos e ainda por cima com dois overruns feitos, um Ezuri ativado e com três Elvish Archdruid em jogo.

Johnny – é o jogador criativo para quem o Magic é mais pura forma de expressão. Assim como o Timmy, Johnny quer ganhar, mas ele quer fazer isso com estilo. É muito importante que ele vença dentro de suas próprias expectativas. E para isso ele deve estar usando o seu próprio deck, sua própria lista.  Jogar Magic é a melhor oportunidade para ele expressar sua criatividade.

Spike – é o jogador competitivo. Spike joga para ganhar. Ela adora ganhar. E para alcançar a vitória ele jogar com o deck que for o melhor deck. Copia listas da internet e recita variações de sideboards. Para Spike o tesão do Magic é o fluxo insano da adrenalina do início das rodadas. Para Spike o mais importante é a vitória de derrotar um oponente jogando.

E agora existe mais um…

Vorthos – é o cara que nunca coloca mais um de card lendário de mesmo nome no deck, pois ele acha errado isso. Pois lenda é lenda, e só pode haver uma. Vorthos é o cara que começou colecionando os cards devido às suas artes, por que ele leu alguma das histórias em livros e viu um de seus personagens favoritos em algum card e decidiu aprender a jogar. Há muitos tipos de Vorthos por aí. Alguns apenas colecionam os cards e nem se quer jogam. Vorthos entendem que o jogo pode ser divertido mesmo sem ser jogado.

Bem essas variações de arquétipos de jogadores estão ai para serem lidas a rodo. Basta dar uma googleada e você vão achar.  São nomes que até mesmo pegaram durante algum tempo no Brasil, mas hoje, contudo estão muito mais relacionadas a cultura America do que à nossa. Por isso pensei em novos nomes. Mas próximos de nossa cultura, nossa visão de mundo. Queria achar algo que representa-se não somente nossa cultura mas o real espelho de nosso comportamento junto ao jogo.

Leio diversos livros de Marketing como entretenimento, tanto por que gosto bastante, quanto por que eles me ajudam a pensar em formas de me desenvolver profissionalmente. Atualmente tenho lido diversos livros voltados a difusão de marcas (sim, a Let’s é o foco de todo esse estudo) e mais precisamente tenho me dedicado ao autor Jaime Troiano,. Ele menciona em um de seus livros três arquétipos de consumidores bem interessantes e que acreditei que poderiam ser facilmente adaptados aos jogadores e participantes de Magic em  nosso país. Os nomes são criações do grande sociólogo brasileiro Roberto DaMatta em que  seus trabalhos traçam uma tipologia dos brasileiros do passado (e no caso do nossos jogadores de Magic) mas que é bem atual.

Os jogadores brasileiros poderiam ser divididos em três personalidades: Malandros, Caxias e Beatos. Como em qualquer tipologia e segmentação, é impossível fazer cortes 100% puros dessas personalidades. Por isso, vale pensar nesses três estilos de jogadores como ingredientes de nossa personalidade e não com indivíduos completos. Quer dizer: no fundo, todo tem um pouco de cada um deles em nossa receita pessoal, mas um tipo tende a ser predominante.

Malandro – Um cara totalmente avesso a regras formais. Nada de lista de banimentos ou regras de campeonatos para ele. Ele quer mesmo usar quatro Pinças, 3 Academias Tolarianas e oito elfos de LLanowar. Pois o mais importante aqui é a graça de jogar. Seja como for. Mesão? Ta valendo. EDH também! Mas tem que ser a versão sem regras pois commander é para fracos. Ele ainda vai montar um baralho legal com Canal e outra coisa que não seja uma versão da Bola de Fogo. E vai derrotar vários.  Para o Malandro o Magic é mais uma entre uma centena de formas de diversão que ele dispõe. Ele gosta de jogar, mas apenas para se divertir.

Caxias – Bem, ele reforça a ordem social e deseja manter-la como ela é. Nada de mais de 60 cards num baralho. Esta no limitado e esta usando menos que 15 e mais que 18 terrenos? Você realmente não é um caxias. Existe uma conta para tudo. Desde a distribuição de terrenos quanto aos mulligans. E aí de você se você usar um card que ninguém mais usa numa lista de um Caw-Blade. Você é doido. Afinal de contas para eles é muito claro que num mirror de CAW-Blade usar DoJ não é bom. Considerando que em MBS há pelo menos 3 outs para as espadas na cor e em nenhum Daily apareceu nenhuma lista nova.

Entendeu alguma coisa? Não? Então você não é um Caxias.

É importante saber que o MOL é responsável pela multiplicação do número de Caxias no território brasileiro exponencialmente. No MOL não há muito espaço para invencionices se você deseja ganhar e lá você é obrigado a aprender a jogar para ganhar. Sem contar que as listas dos vencedores está disponível poucos momentos depois do termino dos eventos.

Beato – Ele vive clicando no magicthegathering.com, na ligamagic, no fórum, lê atentamente cada novo card no spoiler, devora notícias e acompanha o blog da Let’s. Mas ha muito tempo, mas muito tempo mesmo ele não joga nada. Nem em casa, nem em loja alguma. Ele acredita no Magic, gosta do Magic, ele crê no Magic como universo ideal. Mas sua vida particular simplesmente não deixa ele se aproximar do jogo além do clique do mouse. Uma vez convertido o tal beato, ele não consegue mais deixar de se interessar por todas as coisas relacionadas ao magic. As datas dos lançamentos, as discussões, as história, os desenhos e também as pessoas que male male pensam de forma muito parecia à dele.

É possível fazer um mix de todos os arquétipos que eu apresentei aqui. Você pode ser um Beato Vorthos. Você pode ser um Malandro Timmy. As possibilidades são infinitas (ok não infinitas mas são muitas).  A diferença que pode ser notada é que os arquétipos americanos são mais baseados em jogadores e não em consumidores de Magic. A criação posterior do Vorthos existiu para englobar as pessoas não jogadoras americanas. Os meus arquétipos estão mais relacionados com sua atitude perante o jogo. Seu comprometimento com ele. Então acredito que podemos colocar da seguinte forma: os arquétipos brasileiros são a raça do jogador, assim como elfo, humano, orc, goblin o são. Enquanto que as divisões americanas seriam suas classes.

Apenas para colocar com exemplo, quem eu seria:

Um Beato Johnny sou eu!

E você onde se encaixa?

Abraços a todos e até a próxima!


Cavaleiro do Relicário estará em Duel Deck: Knight vs Dragons

Olá a todos.

Primeiro umas desculpas. Estamos em uma estiagem de artigos. Devido a inúmeros fatores, nossos colunistas estão ocupados com outros assuntos e acabaram (todos) por não enviar novos textos. Mas acreditamos que logo, logo voltaremos ao rítmo normal de postagem.

A Wizards hoje postou sobre o próximo Duel Deck, chamado Knights vs Dragons. E mostrou a imagem alternativa do Knight of Relicary que virá no produto. Nice!!! dêem uma olhada.

Arte alterantiva do card "Knight of Relicary"

Como o lançamento foi anunciado para 1º de Abril muito gente achou que era pegadinha. Mas o colunista da Wizards disse que eles costumam brincar “no” dia 1º de abril e não “sobre” o dia 1º  de abril. E para provar que o Duel Deck: Knights vs Dragons é verdade eles mostraram a arte alternativa ai do Relicário.

Só achei esquisito essa história de cards verdes num deck de cavaleiros.  Não há muitos Cavaleiros nessa cor (15), mas tudo bem que os que tem existem são bem fortes, mas é como se não combinasse achei que o deck deveria ser unicamente branco e o de dragões unicamente vermelho. Mas vá lá.  Já que quase todos os cavaleiros dourados são raros e tem efeitos meio fortes de mais, não há como saber como eles montarão a estrutura do deck. Talvez até essa seja a razão da inclusão do verde, já que com isso eles se torna forte o suficiente para conseguir”desafiar” o deck de dragões. Se isso se concretizar podemos dizer que esse será um dos Duel Decks mais vendidos da história. Talvez até bem próximo dos favoritos Elves vs Goblins e Jace vs Chandra.

Abaixo uma lista dos cavaleiros que contém a cor verde e um breve comentário meu sobre eles. Como os cavaleiros brancos são inúmeros não da nem para começar a discutir. E não contabilizei os cards que tornam-se cavaleiros ou que são Morfolóides.

Boartusk Liege – “Vermelho” e verde. Fora de questão. O deck dos cavaleiros parece se concentrar em branco e verde. Colocar uma terceira cor acho que só confundiria. O mesmo vale para algumas lendas de Legends, como Adun Oakenshield (que por acaso é o meu General no Commander)  Jerrard of the Closed Fist, e Sir Shandlar of EberynRafiq of the Many também acho que estará fora. Além dele ser de outra cor ele é aquele tipo de card que trabalha com um único atacante e um deck com tantas criaturas raramente se daria ao luxo de não atacar com todo mundo.

Juniper Order Ranger 3GW – 2/4 – (original de Coldsnap) Esse é um dos meus favoritos. Incomum ele faz com que seus cavaleiros e ele fiquem maiores quando entram no campo de batalha. Ótimo contra uma horda de dragões que sempre começa no mínimo 4/4.

Knight of New Alara – Bem esse card está em falta no mercado e seria muito bom que viesse. Mas ele entra na mesma categoria do Rafiq deixando de ser util num deck como esse, mesmo sendo um card muito bom. Para caber bem no deck ele deveria vir pelo menos 40% dos cards de criaturas multicoloridas. E isso será bem difícil pois há inúmeros cards de cavaleiros muito, mas muito bons só brancos e deixa-los de fora não parece ser legal.

Knotvine Paladin – Esse já me parece um bom candidato raro. Só duas manas, ele consegue atacar pelos menos 4/4 depois de você conjurar alguns cavaleiros. Ele seria uma ameaça bem rápida contra qualquer deck de dragões, que precisam de algum tempo para começar a rodar.

Llanowar Knight – Importante, provavelmente não haverá nenhum cavaleiro Proteção contra o Vermelho no Duel Deck, pois isso deixaria o deck de cavaleiros muito forte, visto que do outro lado não haveria resistencia contra um bicho desses. Chega a ser frustante comprar um duel deck e perceber que um dos decks é muito superior ao outro, como aconteceu com o Elfos vs Goblins. Mas proteção contra preto? Ah! esse sim pode ter. Pequeno, rápido e proteção contra a segunda cor de dragões mais vista ele é uma criatura bem legal.

Raven’s Run Dragoon – Esse é um Llanowar Knight maior (mais ou menos) Bacana, acho que um dos dois estará sim no deck de cavaleiros. Mas os dois já acho que fica sobrecarregado de criaturas contra a cor preta. Na realidade acho que é mais fácil colocar esse aqui do que o proteção. Afinal de contas existem duas habilidades muito boas mas muito bestas de se jogar contra quando a gente quer apenas se divertir. Proteção e Travessia. É frustante você apanhar do começo ao final do jogo de algo que você não tem como evitar. Aquela criatura fica ali, mordiscando pedacinho por pedacinho.

Steel Leaf Paladin – Bacana, mas ele tem sinergia com criaturas que entram no campo de batalha e façam algo. Se o Juniper ai de cima vier mesmo no deck, podem apostar que o Steel Leaf também estará. Além de ser um 4/4 iniciativa. Ele consegue bater forte nos dragões se tiver qualquer coisa que aumente um pouco só seu poder.

Steward of Valeron – Indiscutivel. Estará. Ele é perfeito para um deck que contenha verde. Além de ser vigilância ele ainda gera mana. Fim de papo.

Wilt-Leaf Cavaliers – Bem chegamos ao melhor cavaleiro incomum. Sim, ele estará no deck. Por três manas de qualquer umas das duas cores você tem um 3/4.  Ponto pacífico.

Wilt-Leaf Liege – Aqui já me complicou. Ele é muito, mas muito bom mesmo. Mas ele desbalancearia todo o equilibrio dos dual decks, que é o objetivo principal deles contra o deck de dragões. Ai o de Dragões teria que vir com tantas remoções em massa para não morrer logo que aí sim o deck de cavaleiros não teria chance. Ele dá bonus +1/+1 para qualquer uma das duas cores e se for uma criatura dourada, recebe +2/+2 então é cair no campo de batalha e game.

Bem essas são apenas observações. Gostaria mesmo de dar uma olhada nesse produto. Vai ser muito bacana, e com certeza evoca bem o espirito “Fantástico Medieval” que todos conhecem das aventuras de D&D que boa parte de nós jogou na adolecencia.

Ficamos por aqui com mais informações a qualquer momento.

Abraços a todos!


Bem vindos ao Grid – por André “Fox” Dembitzky

Bem vindos.

Vou começar agradecendo ao pessoal que me parabenizou pelo artigo anterior. Obrigado mesmo. Eu tento sempre buscar um pouco do que meu nerd interior para mostrar, pois sei que muitos são como eu, que mantém seu Nerd guardado lááádentro e se delicia quando pode solta-lo para respirar.

Bem, nesse ínterim queria parabenizar Joseph Kosinski.

Quem???

É, se você não reconheceu o nome, não se preocupe. Eu quero agradecer esse sujeito por que ele me fez um cara muito feliz por ter mais de 30 anos. Sim. Calma. Esse cara é o diretor do filme Tron: Legacy. Um baita filme. E ele fica ainda melhor, mas muuuito melhor mesmo se visto em 3D e quase perfeito se visto no IMAX (aquela tela gigantesca que cobre todo o campo de visão do espectador). Eu digo feliz por ter mais de 30 anos, pois pude aproveitar a experiencia de relembrar um dos grandes filmes da minha infancia. TRON – Original.

Eu precisava muito falar sobre esse filme e consegui juntar várias coisas legais num só artigo de Magic para poder comentar sobre ele.

Mas espera um pouco, até o momento eu não toquei no assunto Magic.

Sim, mas vou chegar lá. E logo.

Para quem nunca viu nem gosta tanto de ficção cientifica (o que acredito serem poucos os que aqui estejam lendo que não gostem) TRON trata da viagem de um programador de computador ao mundo “virtual” de um jogo, mas de uma maneira realmente física. O conceito é bem bacana. Claro que nos idos dos anos 80 isso era bem surreal e diferente, hoje com a grande maioria de nós imersos nos PCs a gente sabe que isso é coisa bem de filme mesmo que precisa “criar” uma loucura para explicar para a maioria da população algo que na verdade é bem simples. Mas o conceito é bacana de qualquer maneira.

Mas uma das coisas que mais me impressionou mesmo no filme atual, o LEGADO, que diga-se de passagem é muito bem feito mesmo, foi a música. Completamente instrumental e extremamente “viajante” a música passa um clima muito metálico, bem maquinário e cheia de blips e blops. Criada pela dupla Daft Punk (acho que é dupla e eles ainda aparecem no filme), que para quem não curte muito a música eletrônica, não deve significar nada, mas a dupla  é um dos ícones na área que atuam,  ou seja os caras são bons e respeitados, a música talvez seja o que torna o filme mais realista por assim dizer.

E a música me pegou. Gostei. Queria ouvir sem parar. Então nessas horas corro atrás de meu filho, que sabe tudo o que passa na internet e perguntei como eu poderia ouvi-la. E ai fui apresentado ao Grooveshark.com que é um site que tem um zilhão de musicas armazenadas e é de graça. Sim, experimente, é realmente bom. Mas tem que estar conectado na internet para ouvir e não da para baixar sem pagar. E para quem, com eu, não curte muito ficar “baixando” nada ele é bem legal.

Então procurei as músicas do filme Tron: Legacy e comecei a ouvi-las enquanto fazia meu trabalho na Let’s.

Uma das coisas que tenho feito mais atualmente é o cadastramento dos cards do spoiler de Mirrodin Besieged (ou Mirrodin Sitiada em português). Então era isso a minha rotina. Ligava as musicas do Tron e cadastrava cards recém divulgados no spolier. E isso se repetiu todos os dias. Durante quase uma semana. Até que eu comecei a conectar as coisas. A música parecia se encaixar perfeitamente no mundo de Mirrodin. E eu conseguia ( ai vem a parte nerd) me sentir lá no mundo de Mirrodin. Eu conseguia visualizar as batalhas, os movimentos, as mágicas acontecendo. O Colosso andando, o Tezzeret caminhando com seus raios faiscando. Era como se o Daft Punk tivesse pensado em Mirrodin ( e talvez o próprio diretor do filme) para criar o conceito atual do filme Tron.

Claro que provavelmente isso não ocorreu. Pois um mundo virtual e um mundo metálico, estão dentro do mesmo pacote cerebral no qual a Terra Média ou qualquer universo imaginário também está e que parecem nos unir como nerds. Nossa imaginação consegue nos colocar nesses universos ficcionais muito facilmente. E talvez por isso mesmo gostemos tanto deles. Para nós é fácil nos identificar com mundos paralelos. Sejam eles metálico, eletrônicos, míticos, futuristas ou medievais.

Mas, a parte Nerd, a parte irracional da minha mente, não conseguia distanciar as duas coisas. Scars of Mirrodin foi lançado esse ano (ok foi em 2010 mas faz menos de um ano) e Tron, depois de quase 30 anos teve sua continuação feita agora. E por que agora? Por que não ano que vem? Ou um ano antes? Essas coisas de coincidência que deixam sempre um ar de “conspiração” no ar. BuahuahuahuBahuauhahu (risada maligna aqui por favor). Parece que o momento é propicio para combinações. Hoje são mundos “Eletronicos” já que como Tron e seus “programas”, nossos amigos Phyrexianos são basicamente um monte de metal controlados por fortes impulsos elétricos e um cérebro eletrônico. E também assim como a coleção de Zendikar nos trouxe os terrenos flutuantes, os hedrons, o filme Avatar de James Cameron também tinha as mesmas configurações de terreno em sua história. Parece que a Wizards e as produtoras de filmes tem andado de mãos dadas quando o quesito é estética de seus  produtos.

 

Que parece, ah isso parece!

Foi quando eu percebi que música, muito mais do que o filme propriamente dito, estava me ajudando a curtir mais a historia de Mirrodin. A música do Tron completava as imagens. E acho que o momento ápice foi quando num determinado momento eu ouvia Disc Wars e olhei a imagem do card Titan Forge e era com se eu conseguisse ver aquela estátua do card se soltar das amarras e sair andando. Sim, viagem total.

Mas acho que é isso que é importante. Essa conexão com o universo do jogo. Afinal de contas os caras da Wizards dão um duro danado para criar algo coerente, em que as imagens dos cards, mesmo com artistas com características tão diversas, façam personagens e criaturas tão parecidas. Tão iguais. Seria injusto a gente, como “consumidor” de Magic, não se importar com isso. Mas como o Magic é feito de papel fica complicado a meu ver inserir uma mídia para “ampliar” a experiência.

Acho que o máximo que eles conseguiram até o momento foi a realização dos vídeos das facções Mirran e Phyrexian. Neles havia movimento, havia efeitos, e principalmente havia a música.

Talvez agora com o lançamento do Magic: the Gathering Tactics isso seja possível.

Mas que da um barato ouvir as músicas do Tron vendo as figuras dos cards de Besieged, ah isso dá. Aconselho a todos os que forem nerds como eu, que acessem o grooveshark.com procurem a musica do Tron: Legacy e fiquem viajando nas imagens de Besieged. É uma experiência bem diferente.

Tron's Legacy?

E quem sabe no futuro exista uma variação do jogo onde a música ou o som façam uma parte relevante do jogo e que possamos curtir ainda mais ele. Assim poderemos ter mais experiencias além das quatro bordas da mesa de jogo.

Valeu a todos e até a próxima!


Economizando Magic – por André “Fox” Dembitzky

Olá a todos e bem vindos ao blog mais uma vez.

Esse é o primeiro texto assinado que escrevo para o blog da Let’s. Normalmente estou por trás das notícias sobre produtos e eventos e procurando organizar as coisas em nosso escritório em São Paulo.

Mas algumas vezes dá aquele comichão para escrever algo. Para dizer o que penso e botar minha digital em algum assunto ou tema.

Mas não vá achando que eu vá escrever sobre ambientes, decks e listas. Nã-nani-nanão. Isso eu deixo para especialistas no assunto. E nem mesmo, visto que já fui um juiz bem ativo em eventos, vá achando que eu estou querendo falar de regras. Nope… não. Quem me conhece sabe que eu sempre gosto de falar sobre coisas pouco habituais em blogs de Magic. Gosto de falar de apelidos, gosto de falar de histórias por trás do Magic, gosto de falar sobretudo sobre e das pessoas que freqüentam o Magic.

Hoje particularmente vou falar de algo que muitos deixam passar despercebido. Vou falar sobre economia. Quer dizer sobre como não economizar no Magic.

Tenho um filho de praticamente 16 anos. Sim,16. Eita idade dura. Para ele e para mim. E não é do gênio que vou falar, nem tão pouco vou falar da competição entre homens dentro da casa. Pois isso são fatos naturais, e para quem tem filho (ou pretende te-los) tem que ser notório e sabido que conflitos VÃO acontecer. Gerações diferentes supostamente não deveria conviver. Afinal de contas em todas as espécies do nosso planeta, quando a cria atinge uma determinada idade ela é EXPULSA do convívio familiar, por que ninguém agüenta um adolescente por perto.

Mas o problema aqui é outro.

Como não vivemos como selvagens e não devemos e não podemos enxotar nossos filhos para longe de nós, se faz necessário então mais um prato na mesa (e nessa idade como eles comem!!), mais um quarto na casa, com mais uma cama, e quem sabe mais uma TV, e talvez (talvez não isso é obrigatório hoje em dia) mais um computador, mais roupas (de grife quando der), colégio, mais comida (sim muito mais comida), enfim, mais de tudo.

Só que como a maioria das pessoas, eu não sou feito de dinheiro, e com isso, quer disser, com mais isso, e mais aquilo, eu tenho que espremer meu orçamento para poder acomodar todos os gastos já comuns da família, somados aos novos gastos que vem com o crescimento da prole.

Eu não sou lá muito parâmetro para isso, pois sempre estive dentro do universo de comprar e vender cards e praticamente nunca tive gasto particular com Magic. Ele era sempre voltado aos negócios. Mas conheço muuuita, mas muita gente mesmo que teve que tomar uma decisão muito difcil na vida. Cortar o Magic.

Sim.

Vivendo nesse universo de jogos a mais de 10 anos, eu já vi muito garoto crescer, criar barba, arrumar namorada, noiva*, comprar casa, carro, fazer faculdade, etc.. ou seja crescer.

*Só um adento: infelizmente não tive contato com tantas jogadorAs assim para ver alguma arrumar namoradO, por isso esse texto não é sexista apenas expressa a minha realidade.

Bem, voltando…

Quando novos interesses surgem, uma das primeiras coisas que o sujeito faz é se livrar do Magic. Ao menos a parte física do Magic. Os cards. Procura no fórum por alguém interessado, vai até a loja mais próxima de casa, oferece, no desespero, tudo o que tem muitas vezes por uma ninharia e sai invariavelmente insatisfeito em ter deixado uma parte de sua história para trás e ainda ter a certeza de que foi sumariamente esfaqueado pelo sujeito com vários fichários. Mas ao mesmo tempo se sentindo obrigado e satisfeito com o ato de “limpar” a casa daquelas tranqueiras que não usava mais.

Muitos dos que estão lendo já passaram por isso. Ao menos uma vez.

Parece incompatível ter uma vida “normal”, comum, ao mesmo tempo que se joga Magic.

Mas o que tudo isso tem a ver com economia? Economia não é só um termo para “cortar” gastos. Ele também pode ser usado para “reajuste”, ou “mudança dos gastos”. Uma empresa pode economizar gastando. Se ela paga mais por um plano se saúde melhor para seus funcionários, provavelmente ela economizara com gastos futuros, quando aquele funcionário não faltar ao trabalho devido a uma doença que um médico melhor diagnosticou antes.

Da para fazer o mesmo com o Magic. Se você tem um salário que acomode a compra de diversas caixas de boosters, a compra de todos os lançamentos como Fire & Lightning e ainda dezenas de drafts no MOL. Bacana. Parabéns. Mas se você tem que ficar fazendo conta para gastar seu dinheiro com tudo o que você gosta e ainda manter uma família. Bem, Magic ainda pode e deve fazer parte de sua vida. Ele não precisa e nem deve estar no topo da lista.

Uma das opções para quem quer ser competitivo é o Pauper (onde os decks devem ser montados apenas com cards comuns)  que recentemente tomou uma envergadura e chamou muito a atenção das pessoas. O ambiente pauper é bem bacana.

Mas eu queria me focar mesmo naquela galera que tem o Magic como hobbie. Como diversão de final de semana com os amigos, principalmente da faculdade (e basicamente das faculdades de Engenharia, Matemática, Física e Química).

O Magic não precisa ser caro. Mas é preciso imaginá-lo como uma espécie de WAR. De banco imobiliário. Só que bem mais complexo. Você tem um baralho (ou alguns baralhos) guardados para momentos específicos para serem jogados.

Uma das soluções mais divertidas é montar (ou comprar caso onde você more esteja disponível) os decks de campeões. Principalmente por que depois das rotações os cards dos decks ficam extremamente baratos. Hoje em dia montar, por exemplo, um TOG igualzinho ao que o Carlos Romão usou para ganhar o mundial em Sidney na Austrália,  é muito fácil e barato. Um ou outro card pode até sair mais caro, mas no geral eles são bem baratos.

Ter a disposição decks muito bons para jogar de vez em quando com os amigos é diversão garantida.

Se manter atual no Magic e constituir família realmente é uma brincadeira bem cara. Mas nada lhe  impede de manter as coisas que você mais gosta ao alcance, aquelas que você já tem. Acho péssimo ver um cara vender todos os cards que tem, e que carregam tantas lembranças e sair andando com aquele olhar perdido chateado com o que fez, depois de troca-los por dinheiro. Para esse cara, ele não esta perdendo simplesmente dinheiro. Ele esta deixando para trás, está abrindo mão de sua história.

Isso até faz mal para seja o que for aquilo que ele esteja a fim de fazer. Imagina um casamento, que já começa forçando o sujeito a abrir mão de uma de suas paixões? Ou um namoro? Parece que cria um estigma, uma marca, muitas vezes ruim. E isso pode ser levado por toda a vida a dois.

E não somente no Magic. Quantas pessoas conhecemos que venderam coleções de Gibis, ou brinquedos, ou outra coisa importante e marcante devido a compromisso mais socialmente importantes.

Dá sim para manter o Magic na nossa vida, mesmo fazendo mudanças bem profundas como casamentos. O negocio é talvez rearranjar nossa vida para que o Magic tenha ainda espaço.

Por que é que jogar bola no final de semana pode e jogar um Magic não? Por que é que sair para um Happy hour tudo bem, mas umas partidas na loja do bairro parece coisa errada? Magic pode até mesmo se tornar um motivo para aproximar as gerações. Tudo bem que no meu caso, meu filho não gosta mesmo de Magic. Ele está em outras. Mas Magic hoje pode ser sim um legado. Não seria legal seu pai te presentear com um set completo de coleções como Miragem, Tempest ou Saga de Urza? Quantos filhos podem dizer que o pai tem um full set das moxes? Isso é história. E motivo para trocar experiências. E muitos dos jogadores das antigas, dos idos de 1998 se não tivessem se “livrado” daquelas cartinhas, hoje teriam mais historias para contar, talvez para os filhos, sobrinhos ou até mesmo para aquela molecada que joga no estacionamento do prédio.

Mas parece mais fácil se livrar do Magic. Alguém já pensou em cortar um pouco a cerveja de sexta feira para poder manter o deck de Academia Tolariana completo dentro da deckbox? As vezes temos que fazer economia, mas fazemos uma economia meio porca, só por que outras pessoas não curtem tanto o Magic quando a gente curte, parece que se a gente mantiver o Magic nós seremos considerados nerds ou crianças.

Sinceramente? E daí?

Sim eu curto Magic. Eu jogo Magic. Se acostume com a idéia!

Faça um pouco como o lema dos grupos de auto-ajuda “Só por hoje não vou me livrar completamente do meu Magic!”

Abraços e até a próxima semana (sim vou passar por aqui toda semana! Acostume-se!)